Como funciona a estrutura de diretórios no Linux? Entenda!

Se você gosta de entender melhor como os sistemas operacionais atuam, já deve ter se perguntado como funciona a estrutura de diretórios do Linux, não é?

Esse é um questionamento muito comum e, diga-se de passagem, muito importante.

Afinal, entender tópicos como:

  • o que é um diretório do Linux;
  • quais as diferenças dele para o Windows;
  • e quais são, de fato, os principais diretórios do Linux.

Caso queira entender melhor como todo esse universo funciona, basta continuar a leitura! A equipe Certificação Linux desenvolveu este conteúdo completo, com tudo o que você precisa saber sobre o tema. Acompanhe!

O que é um diretório do Linux?

Um diretório do Linux é simplesmente um arquivo, que é distribuído em forma de hierarquia. Existem diversas estruturas de diretórios, com o “root” como raiz, ou principal (dado pelo símbolo “/”). 

A partir dele, outros arquivos e principais comandos podem ser abertos, visualizados e organizados, acionados por comandos específicos que os identificam. 

Para encontrar arquivos específicos, como estruturas binárias, por exemplo, existe o comando “/bin”. Com ele, serão mostrados todos os resultados que correspondem à busca. 

Diferenças na estrutura de diretórios do Linux para Windows

No sistema operacional Windows, a estrutura de diretórios também existe e apresenta a mesma finalidade: organizar e facilitar o acesso a todos os arquivos presentes no sistema e nas suas respectivas pastas. 

Porém, a diferença está no modo como eles foram desenvolvidos. O Windows, por exemplo, surgiu na época dos microcomputadores, quando várias partições do disco rígido começaram a existir e ser usadas, como o C: e D:, e são inicializadas junto com o SO. 

O Linux, por sua vez, depende que suas partições linux sejam criadas e ativadas, gerenciando o sistema “bootavel”. 

Essa vantagem do Linux faz com que a estrutura de diretórios do Linux seja flexível e ativado localmente, sem precisar, necessariamente, definir uma partição para executá-lo. 

Isso faz com que o Linux seja mais simples de entender e mexer, a começar pelo sistema raiz (ou root “/”), que apresenta alguns diretórios específicos, com funcionalidades diferentes, como você verá a seguir. 

Entenda os principais diretórios do Linux

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Foto: Pexels | Principais diretórios do Linux. 

Os principais diretórios do Linux são aqueles mais usados e mais úteis no dia a dia de um profissional de TI. Para conferir quais são os 6 principais que selecionamos, basta conferir abaixo!

1. (/) Root/Raiz

O diretório Root, conhecido também como “Raiz” (sua tradução literal do inglês), é representado pelo comando da barra invertida (/). É dentro dele que todos os outros diretórios e comandos se localizam. 

Em uma hierarquia de diretórios, ele é o principal, que contempla qualquer outro. Assim, apenas o usuário com acesso de administrador, o perfil de usuário “root”, poderá fazer modificações e criar novos arquivos. 

Dessa forma, erros humanos são evitados e informações importantes não correm o risco de serem modificadas ou mesmo apagadas do diretório raiz. 

2. /bin

O /bin, por sua vez, representa a localização de todos os arquivos binários, ou seja, comandos para executar funções essenciais do sistema. 

Somente com ele é possível explorar os recursos de texto e rede do sistema operacional. É importante lembrar que, por ter esta característica, o /bin armazena todos os arquivos executáveis, ou seja, que qualquer usuário do sistema pode usar. 

Alguns componentes importantes do Shell do Linux podem ser encontrados aqui, como o bash, e ativados por comandos específicos.

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3. /sbin

De forma semelhante ao /bin, o /sbin também contempla os diretórios passíveis de execução, mas os administradores da estrutura utilizam apenas para fazer alterações pontuais no sistema. 

Como ele representa um conjuntos de aplicativos executáveis, é totalmente possível monitorar sistemas e redes, além de alterar as partições e configurações do HD (hard disk ou disco rígido). 

Com sua ajuda, itens de hardware e outros softwares podem ser administrados e mantidos em segurança. Um exemplo é a possibilidade de endereçar os IPs corretamente. 

4. /usr

A maioria dos aplicativos e softwares armazenados no /usr estão disponíveis a todos os usuários, independentemente do seu nível de permissão. 

São vários arquivos executáveis que permitem ações de cópia de código-fonte de arquivos. Este diretório pode ser executado em conjunto com os dois anteriores, dessa forma:

  • /usr/bin: que contém todos os arquivos binários (acionados pelo /bin), que podem ser vistos por qualquer usuário, não só pelo administrador;
  • /usr/sbin: mostra apenas os arquivos binários que são essenciais ao administrador, aos quais somente ele tem acesso. 

5. /etc

Se precisar configurar qualquer arquivo ou software, as informações estarão aqui, no /etc. Até mesmo soluções para DNS são encontradas neste diretório. 

Além disso, se quiser interromper ou inicializar qualquer sistema através de scripts exclusivos, basta procurá-los aqui. 

6. /lib

Como você já deve saber, existem várias bibliotecas de comandos que podem ser ativadas como atalhos. Elas se encontram no diretório /lib. 

Se você veio do universo Windows, saiba que este diretório é muito parecido com o System, ou System32, como também é chamado. 

Comandos para criar e manipular diretórios no Linux

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Foto: Pexels | Principais comandos de diretórios do Linux. 

Talvez você esteja se perguntando como é possível manipular e alterar diretórios do Linux. A verdade é que a opção CLI (Command-line interface) é a mais recomendada neste caso. 

Isso significa que os comandos são ativados em um terminal, que serve como a interface ou “ponte” entre o usuário e o kernel do Linux, ou sua “essência”. 

Confira esta lista de comandos que podem ser muito úteis no seu dia a dia:

  • mkdir: criar diretórios de arquivos (ou uma sequência deles);
  • rmdir: remover um diretório específico (ou mais, dependendo da sua necessidade);
  • rm: para remover informações específicas dentro do sistema de arquivos;
  • mv: para mover arquivos ou renomeá-los;
  • cp: responsável por copiar arquivos de diretórios específicos, além de ser muito útil ao fazer backups de informações do sistema e replicá-los para outro diretório.

Essas informações são apenas a “ponta do iceberg” e você pode estudá-las de modo muito mais aprofundado. 

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