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o que é middleware
O que é um Middleware? Entenda e saiba como ele funciona!

Middleware é um conceito muito comentado no universo da tecnologia, desenvolvimento de software e estrutura de dados. 

Se você está iniciando em uma carreira relacionada à tecnologia, saiba que é normal se sentir um pouco perdido quanto a termos como este. 

Muitos se perguntam o que é, como funciona e quais os principais tipos presentes no mercado — afinal, entender sobre esse assunto é essencial. 

Para te ajudar a entender melhor estes pontos, desenvolvemos este conteúdo completo, com tudo o que você precisa saber sobre o tema. Confira!   

O que é um middleware?

Um middleware é como uma camada de informação que intermedia o sistema operacional, visível ao usuário final, e os processamentos de dados do sistema, bem como todas as suas aplicações.

É o middleware que permite a comunicação e relação entre os dados das aplicações, desde as mais simples, como acessar os navegadores online, até as mais complexas, como acessar e relacionar informações em bancos de dados. 

Todas essas ações só são possíveis graças aos protocolos e tipos de aplicações existentes, cada um desenvolvido para desempenhar determinada função de comunicação dentro do sistema operacional. 

E qual é a sua função?

A função principal do middleware é a comunicação de dados e a conexão de aplicações, facilitando o desenvolvimento e elaboração de tarefas.

Assim, grandes empresas que trabalham com o desenvolvimento e armazenamento de informações em containers ou nuvem podem aumentar a produtividade e otimizar recursos através de diferentes intermediários. 

Afinal, a comunicação das informações é feita de modo estruturado e sistemático, a fim de repetir padrões e sequenciar eventos. 

Em casos de verificação de segurança, por exemplo, eles têm uma estrutura pré-definida responsável pelas mensagens de verificação e confirmação de dados. 

Apesar disso, também há a possibilidade de acompanhar e definir comandos e ações em tempo real, através de processamentos específicos e diferenciados. 

Entenda a sua importância e benefícios

o-que-e-middleware-importancia O que é um Middleware? Entenda e saiba como ele funciona!
Foto: Unsplash | Existem diversos motivos para apostar nesses facilitadores!

O middleware é muito importante para otimizar processos, tempo e recursos de ambientes organizacionais, como empresas de tecnologia que realizam os mais diversos tipos de operações virtuais e em sistemas próprios, por exemplo. 

Afinal, ele substitui e otimiza operações que antes eram extremamente complexas ou inviáveis, mas necessárias. 

O desenvolvimento nativo em nuvem, por exemplo, é totalmente complicado para ser desenvolvido sem o uso desses facilitadores, já que demanda a reunião de linguagens de programação, ferramentas e metodologias diferentes.

Todos esses aspectos, sem o auxílio de um intermediário, afetam o rendimento dos profissionais, que precisam se esforçar para solucionar problemas complexos em pouco tempo. 

Assim, a criação de infraestruturas robustas e diversificadas permite a integração e comunicação entre os diferentes protocolos, ferramentas, fontes de dados e plataformas presentes em uma empresa ou sistema.

Como o middleware funciona?

Como você já pôde perceber, essa aplicação funciona como uma tecnologia intermediária entre a resposta final (recebida pelo usuário na tela) e as bases de dados de cada aplicação. 

Isso significa que, para funcionar, o emissor não precisa estar em um mesmo local que as aplicações solicitadas. 

É possível executar esses intermediários de modo remoto, aplicando-os em diferentes equipamentos, sistemas operacionais e estruturas. 

Assim, os equipamentos de uma grande empresa de TI, por exemplo, que geralmente possui uma infraestrutura imensa, podem ser integrados para aumentar a produtividade e poupar o tempo que antigamente era gasto com o armazenamento, manutenção e validação de dados. 

Outro ponto interessante é a capacidade de refinamento que o middleware apresenta sobre o processamento de dados, selecionando apenas aqueles realmente necessários, através de uma filtragem prévia. 

Dessa forma, a capacidade de processamento de dados de um dispositivo é aproveitada ao máximo, sempre retornando respostas relevantes e específicas. 

Principais tipos de Middleware

o-que-e-middleware-como-funciona O que é um Middleware? Entenda e saiba como ele funciona!
Foto: Pexels | É importante entender quais os itens mais populares. 

Assim como em qualquer outra vertente do mercado tecnológico, neste universo também existem aqueles que se destacam e se popularizam. Selecionamos aqui os 4 principais tipos. Confira!

MOM – Middleware Orientado a Mensagem

Como o próprio nome sugere, o MOM é orientado a mensagem, ou seja, um dispositivo pode receber e enviar mensagens para outro sem que estes precisem estar sincronizados. 

A “mágica” acontece justamente devido ao MOM, que é capaz de criar, ler e receber mensagens. Isso evita muitos problemas e bloqueios de comunicação, que de outros modos precisa ser realizada apenas com a sincronização dos servidores receptores e emissores. 

Esse tipo de middleware pode ser aplicado em:

  • sistemas de cotações de ações;
  • geradores de status de encomendas e compras;
  • aferimento das condições trânsito;
  • compartilhamento de dados meteorológicos;
  • e muitas outras opções. 

RPC – Middleware de Chamada de Procedimento Remoto

Essa opção permite a comunicação e até mesmo a execução de comandos de um computador ou dispositivo em outro. 

Se um programador, por exemplo, está desenvolvendo um código no seu notebook e deseja executá-lo em outro dispositivo conectado na mesma rede, basta contar com este modelo.

De modo geral, um processo de um dispositivo X pode chamar um procedimento do dispositivo Y. Neste momento o dispositivo X interrompe seus processos e os executa no Y.

Middleware de banco de dados

Essa modalidade é responsável por facilitar as estratégias de comunicação dos bancos de dados, com procedimentos de solicitação de informações e execução de atividades. Exemplos bem comuns são:

  • Microsoft ODBC (Open Database Connectivity), para sistemas operacionais Windows;
  • e o Oracle JDBC (Java Database Connectivity), para sistemas operacionais Linux. 

Os resultados da utilização de middlewares como esses é a descomplicação de atividades tecnológicas e estabelecimento de programações de qualidade. 

API – Interface de programação de aplicativo

O termo “Application Programming Interface”, do inglês, se refere ao conjunto de padrões e informações rotineiras de programação que são utilizados durante o desenvolvimento de softwares que podem ou não ter suas plataformas baseadas na web. 

Através da API, a sua solução, seja um software ou uma aplicação comum, pode se comunicar com qualquer outro dispositivo. Isso permite a interação de novas funcionalidades e equipamentos às arquiteturas já existentes. 

Conclusão

Percebeu como entender o que é middleware pode ser simples quando se tem a fonte correta de informações? Saber os significados de novos termos, bem como suas aplicações práticas é parte do dia a dia de um profissional de tecnologia. 

Como você pôde notar, o sistema Linux também conta com componentes específicos, a fim de atender às necessidades do sistema. 

Aprender linux pode abrir novas portas para a sua carreira e nós, da Certificação Linux, queremos te ajudar a entender tudo sobre este universo. É por isso que oferecemos tantos materiais gratuitos à sua disposição!

Conheça o nosso site Certificação Linux e confira todos os conteúdos que oferecemos!

comandos docker
Comandos Docker: veja 8 comandos básicos mais utilizados

Se você trabalha com sistemas linux, sem dúvidas já deve ter ouvido falar sobre os comandos Docker, utilizados com frequência. De modo simples, o Docker é um software que permite a criação de containers no sistema linux. 

Assim, existem inúmeros comandos Docker, que podem ser adotados. Mas, muitos profissionais ou iniciantes na área ainda ficam confusos sobre quais são os comandos básicos, mais utilizados no ramo. 

Por isso, pensando em te ajudar, desenvolvemos este conteúdo completo, com tudo o que você precisa saber sobre os comandos Docker e suas aplicações. Basta continuar a leitura e conferir!

8 comandos básicos do Docker e quando usá-los

comandos-docker-importancia Comandos Docker: veja 8 comandos básicos mais utilizados
Foto: Pexels | Entender quais são os principais comandos Docker pode facilitar a sua rotina!

Assim como em qualquer outra área, para executar funções do Docker existem diversos caminhos, possibilidades e, consequentemente, comandos. 

Mas, sempre existem os mais usados, com estrutura mais simples e intuitiva. Afinal, um dos principais objetivos da tecnologia Docker é, justamente, otimizar processos, melhorar a infraestrutura e garantir a segurança do sistema. 

Para que todos esses pontos sejam alcançados, comandos básicos, que executam funções indispensáveis, podem ser aplicados. Fizemos um “top 8”, com esses comandos Docker abaixo. 

1. Docker run

O comando Docker Run, basicamente, cria um container com uma imagem, mesmo que essa imagem não esteja armazenada no seu host. 

Com ele, a imagem tem a garantia de ser inserida, já que o docker run se direciona para o repositório central e traz a imagem para o seu host, a fim de criar o container de maneira apropriada. 

A estrutura de código para executá-lo é: 

<code> docker run [nome da imagem] </code>

2. Docker pull

Diferentemente do Docker run, o Docker pull é responsável por baixar para o host a imagem encontrada pelo Docker images (que será explicado mais adiante). 

Sua estrutura codificada é equivalente a:

<code> docker pull (parametro) </code>

Assim, é possível inserir as imagens no host e depois verificar se o procedimento foi bem sucedido e a imagem, armazenada. 

3. Docker create

Como o próprio nome sugere, o Docker create é responsável por criar uma nova camada de container, que seja gravável, sobre a imagem selecionada, que depois pode ser executada normalmente, através de um comando como o Docker run ou start. 

Para entender melhor, basta considerar como a estrutura do código é formada: 

<code> docker create [opções] imagem [comando] </code>

Ao final do processo, basta verificar se o status do container é avaliado como “created”, ou criado, traduzindo para o português. Se sim, seu procedimento foi bem-sucedido. 

4. Docker stop

Totalmente contrário ao comando anterior, o Docker stop serve para desligar ou para um container criado. O procedimento será executado e, caso não obtenha resposta, o container receberá o comando “sigkill”, após 10 segundos. 

A estrutura do Docker stop é muito simples e intuitiva, bastando acrescentar o nome do container que você deseja desligar ou parar o funcionamento:

<code> docker container stop [nome do container] </code>

É preciso identificar corretamente o container através do nome exato, para que outros containers com o nome similar não sejam prejudicados ou parados. 

5. Docker ps

Este comando de Docker ps simula o comando de lista. Isso significa dizer que a visualização de todos os containers criados, por exemplo, pode ser facilitada. 

A estrutura deste comando precisa ser combinada com as opções adequadas, conforme a sua necessidade e desejo de visualização. O código usado é:

<code> docker ps [opções] </code> 

Algumas possibilidades disponíveis, que permitem a combinação dos comandos, são as opções citadas no site oficial da empresa Docker:

  • –all, -a, que mostram todos os contêineres em execução;
  • –filter, -f, responsável por filtrar a saída com base nas condições fornecidas;
  • –format, que apresenta todos os containeres impressos, usando o modelo de template Go;
  • –last , -n-1, capaz de mostrar apenas o número de últimos contêineres criados (inclui todos os estados, sejam os em execução ou não);
  • –latest , -l, responsável por mostrar o último contêiner criado (que também pode incluir  todos os estados);
  • –no-trunc, impede que a saída seja “truncada”;
  • –quiet , -q, que permite a exibição apenas dos IDs de todos os contêineres apresentados;
  • –size , -s, capaz de calcular e apresentar o tamanho total dos arquivos.

6. Docker build

Esse comando é responsável por criar uma imagem através de um arquivo chamado Dockerfile e uma contextualização, que representa os arquivos localizados no caminho (path) ou URL especificados. 

Sua estrutura se resume a:

<code> docker build [OPTIONS] PATH | URL | – </code>

Dessa forma, é possível criar a imagem de um modo personalizado, comprimindo contextos de construção e considerando algumas imagens construídas a partir de uma fonte de cache. 

7. Docker exec

Para executar um comando dentro de um container que já está em execução, é necessário recorrer à ajuda do comando Docker exec. Apenas ele pode iniciar qualquer comando nessas condições. 

Como os outros exemplos de comandos, o Docker exec também apresenta sua própria estrutura de código: 

<cod> docker exec [opções] CONTAINER COMMAND [ARG…]</cod>

Para complementar o seu uso, existe a possibilidade de acrescentar opções, com funções diferenciadas, conforme a tabela abaixo, traduzida do site oficial da Docker:

  • –detach , -d, que garante o modo separado, executando o comando em segundo plano;
  • –detach-keys, capaz de fazer a substituição da sequência de chaves para desanexar um contêiner;
  • –interactive , -i, que apresenta a possibilidade de manter o STDIN aberto, mesmo se não estiver conectado;
  • –privileged, que concede alguns privilégios estendidos ao comando;
  • –user , -u, que representa o nome de usuário ou UID (formato: <nome | uid> [: <grupo | gid>]);
  • –tty , -t , responsável por alocar um pseudo-TTY;
  • e muitas outras.

8. Docker images

O Docker images é responsável por gerenciar todas as imagens do container e conta com uma sequência de subcomandos, tais como:

  • docker image build;
  • docker image history;
  • docker image import;
  • docker image inspect;
  • docker image load;
  • docker image ls;
  • docker image prune;
  • docker image pull;
  • docker image push;
  • docker image rm;
  • docker image save;
  • e docker image tag;

Todos esses pontos apresentam características únicas, além de funcionalidades e acessos totalmente específicos para os containeres. 

Conclusão

O conceito de Docker pode parecer um “bicho de sete cabeças” para muitos inciantes. Apesar de ser, realmente, uma vertente mais complicada de todo o sistema linux, alguns profissionais precisam aprender a realizar funções e executar tarefas em Docker, como é o caso dos desenvolvedores. 

Assim, pensando em te ajudar, a Certificação Linux desenvolveu um curso completo de Docker para DevOps. com ele, você poderá: 

  • entender porque usar contêineres ao invés de Virtual Machine;
  • aprender a fazer a Instalação do Docker;
  • construir imagens e muito mais. 

Vale a pena conhecer e se matricular neste curso de qualidade, ministrado por um professor que realmente entende do assunto e tem mais de 15 anos de experiência com o universo Linux. 

grep
Como usar o comando grep no linux? Veja 4 exemplos práticos

O comando grep no Linux é a melhor forma de buscar por arquivos e padrões através de linhas de texto, dentro do sistema operacional. Saber manipular esse comando é essencial para facilitar a rotina dos usuários e profissionais que trabalham com Linux em seu dia a dia. 

Mas, quando o assunto é o comando grep, muitas dúvidas surgem, como: para que esse controle serve? Como usá-lo para resolver impasses no cotidiano? E quais são alguns exemplos práticos de utilização? 

Pensando em te ajudar com essas questões, desenvolvemos este artigo completo, com tudo o que você precisa saber sobre o assunto, incluindo exemplos de linha de código que você pode utilizar para diversas situações. Acompanhe!

O que é o comando Grep?

O Grep, Global Expression Regular Print, de modo simples, se refere ao comando que faz a busca de padrões ou expressões dentro dos arquivos de texto presentes no sistema, conforme a solicitação do usuário. 

Em termos mais técnicos, o grep pode ser considerado um aplicativo que realiza buscas por strings (palavras) especificadas, dentro de todo o conteúdo de dados, através de expressões regulares (chamadas de regex). 

Sintaxe

A sintaxe do comando Grep se resume a: 

  • grep [opções] regex [arquivos];
  • ou ainda: comando | grep [opções] regex.

Nessa estrutura, é importante identificar o que cada segmento significa:

  • grep: o comando;
  • opções: como os filtros do comando;
  • regex (ou padrão): o que precisa ser localizado;
  • arquivos: o local onde você deseja encontrar o termo buscado. 

Através dessas sintaxes de comando, o grep lê todas as linhas dos arquivos e, quando encontra a informação correspondente à expressão regular, a seleciona e “imprime” ou mostra, na tela como resultado. 

Dentro de cada comando, existem inúmeras opções, cada qual com uma finalidade específica, a fim de filtrar as buscas por informações. 

Para ilustrar, saiba que existem opções que exibem o número de linhas, realizam buscas recursivas, ou ainda inverte o modo de busca, mostrando apenas as linhas de arquivos que não coincidam com o padrão buscado. 

E para que ele serve?

Assim como todas as funcionalidades do Linux, o comando Grep serve para facilitar a pesquisa dos usuários e filtrar informações da melhor maneira possível. 

Assim, mesmo em arquivos de texto imensos, com muitas linhas, expressões e dados, é possível encontrar apenas a expressão desejada. 

O contrário também é verdadeiro: caso um termo se repita muito, é possível fazer uma filtragem, a fim de retornar apenas os resultados diferentes dele, através de comandos como o -v (símbolo de menos e letra V), responsáveis por essa função de retorno de informações que não correspondam com a regex. 

Mas, não se preocupe: falaremos mais sobre cada um dos principais comandos a seguir, para que você entenda melhor como usá-los no seu dia a dia, a fim de otimizar tempo, processos e recursos. 

E como usar o comando Grep no Linux?

grep-como-funciona Como usar o comando grep no linux? Veja 4 exemplos práticos
Foto: Pexels | Como usar essa função?

Você pode usar o comando Grep no Linux sempre que quiser e precisar identificar um termo específico em algum arquivo do seu sistema operacional.

Caso queira identificar, por exemplo, todos os locais em que o seu nome aparece, o grep pode tornar isso possível. 

Ou ainda, em um arquivo que precise de alteração, por exemplo, o programador ou desenvolvedor poderia aplicar o filtro do nome ou termo buscado, além de acionar a opção que disponibiliza o número da linha em que o termo aparece. 

Entender melhor sobre as variedades de opções presentes no sistema linux, basta abrir o terminal de comandos e realizar a busca por “grep -help”. Assim, todas as opções e explicações disponíveis serão mostradas. 

Essa simples busca servirá como uma espécie de glossário, para que você possa conhecer todas as opções disponíveis no sistema de grep no linux.

Exemplos de uso do comando Grep

grep-comando Como usar o comando grep no linux? Veja 4 exemplos práticos
Foto: Freepik | Entender sobre Grep é totalmente útil. 

Agora que você já sabe como o Grep funciona, e como ele pode ser aplicado, vamos conectar o conhecimento teórico ao prático, através de exemplos de uso interessantes do comando Grep. 

Você pode reproduzir os exemplos abordados aqui no seu próprio terminal linux, para fins de estudo e teste. Dessa forma, será muito mais simples gravar os comandos e entender de verdade. 

Pesquisar palavra em arquivo de texto

Para identificar uma palavra específica em um arquivo de texto, basta reproduzir o comando grep com incluindo a palavra desejada e o local em que os arquivo está. 

Aqui, como exemplo, usaremos a palavra “command” no local “grep”:

<code>grep command grep</code>

Pesquisar palavra ignorando letras maiúsculas e minúsculas

Para se certificar de que tanto palavras que iniciam com letras maiúsculas, quanto minúsculas, podem ser encontradas, basta incluir a opção “-i” (sem as aspas), como o modelo:

<code>grep -i solicitação arquivo</code>

Seguindo ainda o exemplo acima, da palavra “command”, a estrutura ficaria assim:

<code>grep -i command grep</code>

Assim, todas as linhas que contam com a palavra “command”, independente de serem escritas em letras maiúsculas ou minúsculas, serão mostradas em uma cor diferente, para destacar. 

Contador de palavras

Se você quer descobrir quantas vezes a palavras ou termo desejado aparece nos arquivos de texto presentes no diretório escolhido do seu sistema operacional, basta acionar o comando -c. 

Com ele, você pode verificar a contabilização das palavras pesquisadas de modo simples e eficaz. Basta seguir a estrutura abaixo:

<code>grep -c solicitação arquivo</code>

Buscar palavra em diversos arquivos 

Nos casos de buscas mais amplas, em que você precisa considerar onde a palavra pesquisada aparece, independentemente do local do arquivo, basta incluir a opção -l, conforme o exemplo de estrutura abaixo:

<code>grep -l solicitação ./*</code>

Esses são apenas alguns exemplos de como as opções e comandos grep podem ser personalizados conforme as suas necessidades de busca e identificação de arquivos. 

Existe uma infinidade de conteúdos esperando por você, para tornar a sua rotina com o manuseio do sistema linux mais simples e eficiente. 

Aprenda Linux com a Plataforma de Ensino mais completa do mercado!

Conclusão

Percebeu como o comando grep é útil? Assim como este comando, existem várias outras utilidades que você só descobre quando passa a estudar as peculiaridades do sistema linux. 


Se você deseja aprender mais, a melhor opção é navegar pela nossa plataforma de cursos da Certificação Linux. Você pode escolher o curso que mais atende às suas necessidades atuais e ter a garantia de aprendizado com o professor mais experiente do ramo!

chmod
Comando chmod no Linux (permissões de arquivo) [Guia Básico]

No Linux, o acesso aos arquivos é gerenciado por meio de permissões, atributos e propriedade do arquivo. Entre esses comandos, temos o chmod que em português, significa alterar modo.

Para quem usa esse sistema operacional, é muito importante conhecer mais sobre ele, suas sintaxes e as principais configurações de permissões dele. Por isso, nesse artigo, iremos explorar esse assunto. Boa leitura!

Como funcionam as permissões de arquivo no Linux?

permissoes-arquivo-linux_ Comando chmod no Linux (permissões de arquivo) [Guia Básico]

Antes de explicar o próprio conceito de chmod, é importante entender como funcionam as permissões de arquivo no Linux. Existe um modelo básico de permissões que precisa ser compreendido.

Nesse sistema operacional, cada arquivo se relaciona com um proprietário e um grupo que faz com esse receba direitos de permissão de acesso para três diferentes classes. São elas:

  • O proprietário do arquivo;
  • Os membros do grupo;
  • Todos os outros.

Além disso, as permissões de arquivo podem ser aplicadas de forma diferente para cada classe, uma vez que existe a permissão de leitura, a permissão de gravação e a permissão de execução.

O que é o comando chmod?

Considerando esses pontos apresentados, o chmod significa  o comando e a chamada de sistema que possibilita alterar permissões de acesso de objetos do sistema, isto é, arquivos e diretórios, bem como sinalizações de modo especial.

O chmod permite que você altere manualmente as configurações de permissão de um arquivo. O umask é responsável pelo filtro da requisição. Esse comando pode aceitar um ou mais arquivos, bem como diretórios, separados por espaço como argumentos.

Sintaxe do comando

Para entender bem o chmod, é preciso compreender também a sintaxe desse comando. Ela pode ter uma representação simbólica, por meio de letras, e uma representação octal, que se dá por meio de números.

Isso significa um conjunto especial de argumentos, que corresponde à propriedade e às permissões.

Representação Simbólica

A sintaxe do comando chmod ao usar o modo simbólico tem o seguinte formato quanto às ações que serão definidas: 

PermissãoSignificadoRepresentação
LeituraPermissão para ler e copiar diretórioR
EscreverPermissão para escrever,  editar, excluir, adicionar novos arquivos ao diretórioW
ExecutarPermissão para executar o binárioX
Sem permissãoNão há permissão para qualquer atividade

Para cada proprietário, essas permissões podem ser combinadas. Do ponto de vista simbólico, as classes de proprietários  podem ser esquematizados da seguinte forma: 

ProprietáriosRepresentação simbólicaDescrição
UsuáriosUO proprietário principal do objeto de arquivo / diretório
GruposGUm usuário pode fazer parte de um ou mais grupos
OutrosOOutros usuários que também não fazem parte do grupo
Todos os usuáriosA ou UGOTodos os usuários do arquivo

O diferencial da representação simbólica está na situação em que você deseja apenas adicionar ou remover a permissão para uma ação específica para uma classe específica.

Os sinalizadores de cada operação vão definir se as permissões devem ser removidas, adicionadas ou definidas. Simbolicamente eles se dividem da seguinte forma:

  • –  vai remover as permissões especificadas;
  • + vai adicionar as permissões especificadas;
  • = vai alterar as permissões atuais para as permissões especificadas. 

Se nenhuma permissão for especificada após o símbolo =, todas as permissões da classe de usuário especificada serão removidas.

As permissões (perms…) pode ser definida de forma explícita ao usar zero ou um ou mais dos seguintes letras: r, w, x, X, s, e t. 

Ao definir permissões para mais de uma classe de usuário ( [,…]), use vírgulas sem os espaços para separar os modos simbólicos.

Representação Octal

Um octal é um número escrito sob a base 8. Isso significa que ele usa 8 símbolos diferentes para ser representado, variando do 0 ao 7. A representação octal, por sua vez, funciona da seguinte forma:

NÚMEROSIGNIFICADO
0Nenhuma permissão de acesso
1Permissão de execução
2Permissão de gravação
Permissão de gravação e execução
Permissão de leitura
5Permissão de leitura e execução
6Permissão de leitura e gravação
7Permissão de leitura, gravação e execução

Principais configurações de permissões Chmod

configuracoes-permissoes-chmod Comando chmod no Linux (permissões de arquivo) [Guia Básico]

Entre as principais configurações de permissões do chmod estão a 644, a 755, a 555 e a 777. Iremos falar sobre cada uma delas.

Chmod 644

O chmod 644 permite que o proprietário possa acessar e modificar o arquivo como quiser. No entanto, os outros usuários vão poder apenas acessar sem a capacidade de modificar. Junto a isso, ninguém pode executar o arquivo, o que vale até mesmo para o proprietário. 

Esse comando funciona para arquivos que são acessíveis publicamente, uma vez que equilibram a flexibilidade com segurança.

Chmod 755

O segundo comando, o chmod 755, é bastante parecido com o primeiro. Ou seja, ele vai permitir que o proprietário acesse e modifique como deseja o arquivo.

Ao mesmo tempo, os usuários vão apenas visualizar sem poder mudar nada, como funciona no primeiro. No entanto, a diferença está nas execuções. Para se chmod, todos também têm permissões para realizá-la.

Esse caso serve para situações em que se tem os diretórios acessíveis publicamente, pois a permissão de execução é necessária para mudar para um diretório.

Chmod 555

O chmod 555 faz permite com que o arquivo não possa ser modificado por ninguém, com exceção do superusuário do sistema.

Trata-se de uma situação menos comum em relação ao chmod 644. No entanto, é importante saber sobre ele pois a configuração de somente leitura evita alterações acidentais bem como a adulteração.

Chmod 777

O último chmod é o 777. Ele é capaz de permitir que qualquer pessoa faça o que quiser com o arquivo. Logo, qualquer pessoa pode acessar o arquivo, modificá-lo como quiser e executá-lo no sistema

Ou seja, trata-se de um comando com um elevado risco de segurança, sobretudo para quem os servidores da web. Se alguém não indicado tiver acesso, pode comprometer totalmente o sistema.

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Conclusão

Nesse artigo você pode ter um panorama geral do comando chmod no linux e quais são suas aplicações. O objetivo dele é sempre alterar as permissões de arquivos!

cursos área de ti
9 melhores cursos online para carreira de profissionais de TI

A área de TI é um dos setores mais promissores do mercado de trabalho, sendo um dos setores que mais cresce no Brasil e no mundo. Até 2024, espera-se que surjam mais de 420 mil vagas na área de Tecnologia da Informação, de acordo com o Banco Mundial. 

É nesse cenário que tem surgido uma grande quantidade de cursos, principalmente onlines,  para quem quer seguir dentro dessa carreira. Com tantas opções, os profissionais podem ficar na dúvida de quais cursos escolher. 

Por isso, vamos elencar os 9 melhores cursos online para carreira de profissionais de TI neste artigo, principalmente para quem trabalha com Linux. Boa leitura!

9 cursos essenciais para alavancar a carreira na área de TI

Como você deve saber, o linux é um sistema operacional, assim como o Windows e o Mac OS, que possibilita a execução de programas em um computador e outros dispositivos. É possível aprender a mexer nele de forma iniciante, avançada e até expert.

Se você está procurando aprender mais sobre a área de TI e tem desejo de trabalhar com Linux, vamos te oferecer 9 cursos que você pode investir para crescer nesse segmento. 

Administrador Linux LPIC-1

A primeira opção de cursos na área de TI é o Administrador Linux LPIC-1. É ideal para quem já trabalha com com o programa Linux profissionalmente e quer ganhar o certificado.

Por isso, o curso oferece questões atualizadas sobre os exames LPIC-101 e LPIC-102 para garantir que você passe no teste.

As 94 horas de aula desse curso completo são focadas no público de administradores de sistemas, arquitetos de nuvem, engenheiros de dados e outros operadores de infraestrutura. 

Conheça a opção de curso de Administrador Linux LPIC-1!

Administrador Linux LPIC-2

A segunda opção de curso na área de TI é o Administrador Linux LPIC-2. O curso foca em quem já é certificado LPIC-1, mas quer aprender mais. É um curso completo de Administração Linux com 23 horas de duração. 

É ideal para quem quer chegar nos níveis de pleno ou sênior em ramos como infraestrutura, segurança de dados, virtualização e cloud computing.

Cresça ainda mais com o curso de Administrador Linux LPIC-2!

Linux Essentials

linux-essentials 9 melhores cursos online para carreira de profissionais de TI

Nossa terceira opção é o Linux Essentials, ideal para quem está começando nesse universo, ou seja, pessoas que nunca trabalharam com Linux profissionalmente.

Seja curiosos da tecnologia, programadores, suportes técnicos,  ou DevOps, todos podem aprender com esse curso. São 10h de aulas e o curso ainda oferece sobre Livros Certificação Linux Essentials.

O curso vai ensinar sobre o histórico do Linux bem como apresentar todas as funcionalidades sobre esse sistema operacional.

Conheça o curso Linux Essentials e inicie nesse sistema operacional!

Introdução a AWS

O curso de introdução a AWS vai te ensinar tudo que você precisa sobre a Amazon AWS. Você vai aprender a criar sua cona nela, bem como entender a infraestrutura que ela oferece.

Além disso, o curso permite que você crie Máquinas Virtuais EC2 Linux e Máquinas Virtuais EC2 Windows.

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Matricule-se no curso de Introdução a AWS!

Introdução ao Cloud Computing

Um destaque também vai para o curso de introdução ao Cloud Computing. Ele vai permitir que você descubra tudo sobre os diferentes tipos de Cloud Computing, apresentando todos os benefícios e riscos de se usar cloud.

Além disso, o curso de 4 horas, com direito a certificado,  vai introduzir você ao universo do Amazon Web Services e ensinar sobre sobre Instâncias EC2, DNS Route 53, Storage S3 e o RDS. Por fim, você ainda vai aprender a usar a Calculadora de Custos da AWS. 

Descubra mais sobre Cloud Computing com o curso introdutório!

Segurança em Linux

seguranca-linux 9 melhores cursos online para carreira de profissionais de TI

A sétima opção de curso para carreira de TI é o de Segurança em Linux. Ele vai ensinar você tudo sobre essa temática. Nesse curso de 4 horas e que também dá direito a certificado, você vai descobrir como:

  • Remover software desnecessário e de alto risco;
  • Verificar os serviços realmente ativos e desabilitar os serviços desnecessários;
  • Restringir o uso do SMTP para evitar SPAM;
  • Configurar o SSH para alta segurança;
  • Implementar política de senhas difíceis de quebrar;
  • Implementar o Advanced Intrusion Detection Environment com o AIDE;
  • Varrer a rede com o NMAP em busca de brechas e serviços não autorizados.

Aprenda tudo sobre Segurança em Linux!

Docker para DevOps

O curso de Docker para DevOPs também é uma excelente opção para quem trabalha com TI. Para esse curso, é preciso já ter boas noções de Linux e networking.

Nele, o aluno vai descobrir todas as vantagens de se usar contêineres ao invés de Virtual Machine, além de aprender como fazer a Instalação do Docker e Construção de Imagens.

O curso também ensina a usar o Docker no Desenvolvimento, com distribuição de Imagens, integração e testes, assim como criar um aplicativo web simples na infraestrutura de contêiner.

Cresça com o curso Docker para DevOps!

 Red Hat Certified System Administrator (RHCSA)

Por fim, trazemos também a opção do Red Hat Certified System Administrator (RHCSA), voltado para pessoas que já tem experiência com Linux, principalmente administradores de sistemas que querem validar suas habilidades.

O curso é um preparatório para o exame RHCSA, que testa o conhecimento dos candidatos em áreas comuns da administração de sistemas em uma ampla variedade de ambientes e situações de implantação.

Por isso, você vai aprender tudo sobre o Red Hat Enterprise Linux 8.3, descobrindo como instalar, configurar e mantê-lo, com todos os tópicos do exame EX200. As aulas são todas gravadas

O Red Hat Certified System Administrator (RHCSA) é uma opção que, além de te preparar para a prova, vai te ajudar a crescer sua carreira no campo da Administração Linux.

Faça um excelente exame RHCSA com o nosso curso preparatório!

Conclusão

Neste artigo a gente te mostrou 9 excelentes cursos da área de TI, principalmente no universo do sistema operacional Linux. 

Todos os cursos estão hospedados em uma plataforma de acesso ilimitado que tem uma comunidade de membros ativa e laboratórios práticos baseados em cenários reais para você aprender de verdade. 

Para crescer de verdade na carreira de tecnologia da informação, invista em um aprendizado completo e de qualidade!

kernel linux
Kernel: entenda o que é e como funciona o Kernel do Linux

Se você pesquisa ou está em processo de aprendizagem sobre o sistema Linux, sem dúvidas já deve ter ouvido falar sobre o Kernel do Linux, não é? Entender esse conceito é essencial para compreender outras aplicações e recursos desse open source. 

Assim, entender o que é kernel, não apenas em Linux, mas em qualquer sistema operacional, bem como quais são suas finalidades e variações, ampliará muito a sua bagagem de conhecimento. 

Pensando nisso, desenvolvemos este artigo completo, com tudo o que você precisa saber sobre Kernel do Linux e suas particularidades. Basta continuar a leitura. Confira! 

O que é Kernel?

Kernel, em poucas palavras, é a matriz de qualquer sistema operacional. Em uma tradução literal do termo, kernel significa núcleo, reforçando sua importância no gerenciamento de informações e processos. 

Sem um kernel, nada funciona, seja um computador ou qualquer outro dispositivo que utiliza um sistema operacional robusto, desenhado para atender às necessidades dos usuários. 

Afinal, o kernel é inicializado assim que o dispositivo é ligado, realizando sua função de reconhecer, acionar e otimizar a utilização de peças físicas do computador, garantindo o máximo desempenho. 

E qual a sua finalidade?

kernel-linux-como-funciona Kernel: entenda o que é e como funciona o Kernel do Linux

A finalidade do kernel, de modo simples, é unir os recursos físicos aos lógicos de um aparelho. É ele quem direciona a utilização da memória RAM e placa de vídeo quando o usuário está tentando rodar jogos ou programas mais pesados, por exemplo. 

O kernel também é responsável por organizar, controlar e processar os dados correspondentes às solicitações dos usuários e demandas dos componentes de hardware do dispositivo. 

Assim, todas as hierarquias de arquivos, distribuição de componentes para o alocamento na memória, além da leitura e “tradução” dos dados em ações, é responsabilidade deste núcleo. 

Em síntese, ele tem um papel indispensável para o bom funcionamento de qualquer sistema operacional e não pode ser ignorado. Abaixo, você entenderá em detalhes cada função essencial do kernel. 

Gerenciamento de memória

Todos os endereços virtuais, tamanho de arquivos alocados (sejam eles quais forem: imagens, textos, softwares, blocos de notas, fragmentos de disco essenciais… ), precisam ser gerenciados pelo kernel.

É ele quem decide onde cada item será alocado após sua leitura e identificação. Ele também permite que o próprio usuário altere e realoque seus arquivos, conforme desejar, e emite avisos quando o sistema está prestes a se sobrecarregar ou ficar sem espaço. 

Gerenciamento de processos

Todos os processos, desde a inicialização do sistema operacional até a manutenção dos softwares e programas que rodam em simultâneo são responsabilidades do kernel. 

Seus cliques com o mouse, solicitações de execução de arquivos e outras são atendidas por este núcleo, que decide quais informações são mais relevantes para serem efetivadas primeiro pelo processador (ou processadores) disponível. 

Gerenciamento de dispositivos

Todas as vezes que você insere um novo dispositivo nas entradas USB ou Bluetooth, seja um pendrive, mouse, teclado, smartphone ou impressora, o kernel o identifica, lê e executa, na maioria das vezes em frações de segundos. 

Assim, todos os novos elementos acoplados ao sistema passam pela leitura e aprovação do kernel para estarem prontos para uso, conectando o hardware (dispositivo físico) com os softwares e elementos internos dele. 

Chamadas do sistema

As chamadas do sistema, como o próprio nome sugere, correspondem a execução de comandos e solicitações específicas, com maior prioridade. Assim, a requisição é analisada pelo kernel, que aprova as atividades e permite que o sistema operacional retorne a ação desejada. 

Além de compreender todas as funcionalidades e características do kernel, bem como sua participação protagonista no nosso cotidiano e convivência com as máquinas, é necessário entender quais são os tipos de kernel existentes e o que os diferencia. 

Tipos de Kernels

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Foto: relação entre kernel e software.

O kernel do linux apresenta várias possibilidades de variações. Ele pode ser monolítico, microkernel, ou híbrido. Cada qual conta com suas próprias particularidades e características. 

É importante entender a diferença entre os tipos de kernel e suas utilizações em Linux, a fim de complementar seu conhecimento e “ligar os pontos”, para que as informações façam sentido.

Kernel monolítico

O Kernel monolítico é estruturado em um único arquivo binário, um único processo que executa inteiramente em modo protegido. 

Ele possui desempenho superior na passagem de mensagens, mas apresenta inúmeras desvantagens como a dificuldade de alterações no núcleo e o desperdício de recursos, pois os drivers de dispositivos permanecem constantemente em memória, mesmo quando os dispositivos não estão sendo utilizados.

As implementações de Kernel Monolítico por não ter diversos componentes espalhados, tem imunidade maior contra vírus e outros programas maliciosos.

Microkernels

No microkernel apenas uma pequena parte do núcleo executa em modo protegido para acessar diretamente o hardware, como também é responsável pela comunicação entre processos e gerência de memória.

O restante do sistema roda em modo usuário, uma vez que executa tarefas que não necessitam acessar diretamente o hardware, e seus serviços clássicos são assegurados por processos servidores.

Na teoria este conceito torna o kernel mais responsivo, uma vez que mais código é executado no espaço do usuário e aumenta a estabilidade, pois há menos código no espaço do kernel. 

Ainda, como o sistema possui partes que são executadas como pequenos serviços, este tipo de implementação tira proveito das arquiteturas multiprocessadas. Mas em contrapartida exige grande esforço de design de seus desenvolvedores.

Os recursos do sistema são acessados através de um protocolo cliente/servidor, e para incluir um novo serviço basta acrescentar um novo servidor. 

O microkernel possui um desempenho inferior ao modelo monolítico, mas pode-se alterar suas partes sem a necessidade de reiniciar a máquina permitindo a expansão para um sistema distribuído de forma mais fácil.

Pode-se entender o microkernel paralelo como um conjunto de microkernels locais cooperativos, um em cada nó da máquina paralela. O ponto crucial é a comunicação entre processos sobre um mesmo processador ou em processadores diferentes, de acordo com um protocolo cliente/servidor. 

O módulo responsável pela comunicação possui as funções básicas para receber mensagens originárias de outros proces­sadores, receber resultados de operações executadas remotamente e enviar mensagens destinadas a outros processadores.

Sua organização é baseada no modelo cliente/servidor, onde os serviços do sistema são implementados por servidores especializados. 

Os Clientes, que são programas de aplicação, solicitam os serviços ao sistema operacional que os encaminham aos processos servidores. Estes recebem a solicitação e a executam, enviando o resultado de volta ao microkernel e então à aplicação.

Kernels Híbridos

De modo simples, o kernel híbrido reúne características do kernel monolítico e do microkernel, mesclando “o melhor entre os dois mundos” e formando uma arquitetura nova, totalmente interessante. 

Considere, por exemplo, as vantagens e desvantagens de cada um dos modelos anteriores:

  • desvantagens do kernel monolítico: desperdício de recursos, ocupa espaço desnecessário na memória, já que executa todos os drivers de uma só vez, sem que você, necessariamente, precise deles; 
  • vantagens do kernel monolítico: segurança e baixas probabilidades de ataques maliciosos;
  • desvantagens do microkernel: menor desempenho;
  • vantagens do microkernel: responsividade e menor espaço ocupado na memória.

Pensando nisso, o kernel híbrido, assim como o microkernel, evita a sobrecarga do sistema, através de recursos de monoprocessamento (ou distribuição de funções), como acontece no kernel monolítico. 

Um bom exemplo de kernel híbrido é o Windows NT, lançado na década de 90. Entender esses pontos faz parte do aprendizado sobre a arquitetura do sistema Linux, cobrada em diversas certificações.

Tudo fará ainda mais sentido quando você estudar a história do Linux, bem como as proposições e idealizações de seu criador, Linus Torvalds, chamado de “o pai do Linux”. Basta continuar a leitura para entender mais. 

Como funciona o sistema Kernel?

kernel-linux-tipos Kernel: entenda o que é e como funciona o Kernel do Linux
Foto: Como funciona o sistema Kernel.

Sem dúvida o Kernel é a parte mais importante de qualquer sistema operacional sendo considerado o núcleo do sistema.

Ele é responsável pelas funções de baixo nível, como gerenciamento de memória, de processos, subsistemas de arquivos, rede, suporte aos dispositivos e periféricos conectados ao computador. 

O Kernel do Linux

O núcleo Linux (Linux kernel em inglês) é um núcleo monolítico de código aberto para sistemas operacionais tipo UNIX. 

Desenvolvidas para ambos sistemas computacionais, seja computadores pessoais ou servidores, normalmente na forma de distribuições Linux, e embarcados em diversos dispositivos como:

  • roteadores;
  • pontos de acesso sem fio;
  • PABXs;
  • receptores de televisão;
  • Smart TVs;
  • DVRs;
  • e dispositivos de armazenamento em rede.

Os sistemas operacionais Android para Tablets, Smartphones, e Smartwatches utilizam serviços providos pelo núcleo Linux para implementar suas funcionalidades. 

Enquanto a adoção em computadores de mesa é considerada baixa, sistemas baseados em Linux dominam praticamente todos os outros segmentos da computação: dos pequenos dispositivos móveis aos robustos Mainframes. 

Segundo o ranking dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo, de novembro de 2017, todos do ranking executam Linux.

Linus Torvalds, o pai do Linux

O núcleo Linux foi concebido e criado em 1991 por Linus Torvalds para seu computador pessoal, sem qualquer intenção multiplataforma. 

Mas, desde então, tem se expandido suportando um grande número de arquiteturas de computadores, muito além dos outros sistemas operacionais ou kernels. 

O Linux rapidamente atraiu desenvolvedores e usuários que os adotaram como núcleo para outros projetos de software livre, notavelmente, o sistema operacional GNU.

O núcleo Linux recebeu contribuições de aproximadamente 12.000 programadores, de mais de 1.200 companhias, incluindo algumas das maiores vendedoras mundiais de software e hardware.

Como um núcleo não trabalha sozinho, o projeto “GNU” ajudou o Linus Torvalds, criando assim o GNU/Linux.

Conclusão

Percebeu como, apesar de assustador, o termo kernel é simples de entender? Sua participação indispensável em qualquer sistema o torna ainda mais didático e palpável, já que nenhum comando ou software pode ser executado sem ele. 

O kernel no Linux não é diferente: assume função mestre e precisa ser bem compreendido, especialmente por aqueles estudiosos que desejam se profissionalizar e ter seus conhecimentos validados através de exames e provas de competência. 

Agora, você já entende parte da arquitetura do sistema Linux, e está preparado para avançar no seu processo de aprendizagem. Caso esteja se preparando para uma certificação, precisa de informações sólidas, didáticas e lógicas

Para isso, convidamos você a conhecer os cursos da Certificação Linux, desenvolvidos para facilitar a sua aprovação. Nossas metodologias de ensino aprovam 93% dos candidatos que se comprometem a aplicá-las. 

Vale a pena conferir e garantir a sua vaga em um dos nossos cursos preparatórios, conforme o nível da certificação que você deseja aplicar! 

o que é LPI
LPI: o que é, principais certificações e recursos de estudo!

Muitos profissionais da TI e entusiastas interessados no desenvolvimento de programas e no domínio de novas tecnologias precisam entender o que é LPI.

LPI ou Linux Professional Institute é uma organização que oferece diversas certificações em sistemas GNU/Linux.

No mundo da TI, certificações são a base para um bom currículo, bem para iniciação, desenvolvimento e maturidade profissional. E claro, para os entusiastas, são uma forma de expandir seu leque de conhecimentos.

Mas afinal, na prática, o que é LPI e quais as principais certificações Linux que o mercado oferece? E o que você precisa para passar em cada um desses cursos? A gente te explica, confira!

LPI: o que é?

certificacao-lpi-o-que-e_ LPI: o que é, principais certificações e recursos de estudo!

LPI é uma sigla para Linux Professional Institute, organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, nos EUA. É a responsável por desenvolver os programas de certificação nos sistemas GNU/Linux, sendo mundialmente reconhecida por empresas e entidades como sinônimo de qualidade.

Em seu leque de certificações, a LPI oferece opções variadas, tanto para quem quer entrar agora no universo do open source, como para os veteranos que buscam qualificação e atualização.

Agora que você sabe o que é LPI, sabe porque investir em uma certificação?

Um dos grandes diferenciais da LPI é que sua certificação independe de distribuição, pois as provas são aplicadas no Linux Standard Base.

Essa versão do sistema operacional é compatível entre diferentes versões (mais antigas ou mais atualizadas) do mesmo.

Além disso, para saber o que é LPI, vale entender sua história: foi fundada em 1999 e, desde então, é defensora do uso profissional do sistema Linux, bem como da adoção do Open Source e a ampliação dos conceitos de Software Livre.

E claro, o certificado LPI é aceito por empresas, entidades e instituições do mundo todo, sendo ideais para profissionais que buscam uma carreira tanto no Brasil como além de suas fronteiras.

Quais são as certificações LPI?

Hoje, qualquer profissional pode começar do princípio através do que se chama de path (ou a “jornada”) de certificações, uma trilha única — embora bastante flexível — destinada a evoluir o conhecimento de forma gradual e aprofundada.

A seguir, explicamos de forma básica quais são as primeiras certificações dessa jornada: Essentials e Professional (considerando o LPIC-1 e LPIC-2). Vamos lá?

Linux essentials

O Linux Essentials é uma certificação que, como o nome indica, visa atestar os conhecimentos mais básicos e essenciais sobre o sistema operacional e o open source.

Ele foca em alguns aspectos sobre as diferentes versões distribuídas do Linux, servindo como pontapé inicial para quem busca começar uma carreira em código aberto.

Para realizar o Linux Essentials, não existem pré-requisitos definidos, mas o candidato deve ser capaz de entender os aspectos gerais sobre o Linux.

Em especial, sobre quais seus componentes (e como trabalhar com eles), bem como compreender questões como segurança, gestão de usuário, entre outros pontos.

Nessa certificação, o foco vai além do âmbito técnico e explora outras vertentes do universo open source, como as principais distribuições do sistema operacional, diferentes licenças, quais softwares de grande porte existem, etc.

Na certificação Linux Essentials, o candidato realiza apenas 1 prova e custa US$ 105 dólares.

Linux professional

As certificações Linux Professional possuem um viés mais específico, com intuito justamente de aprofundar os conhecimentos no open source e servir de base para a carreira profissional do candidato.

São ao todo 3 certificações e vamos explicar cada uma delas a seguir:

LPIC-1

A LPIC-1 é a certificação mais popular dessa jornada — e, até pouco tempo, o ponto de partida de muitos profissionais, já que o Linux Essentials foi criado há pouco.

O LPIC-1 é composto de duas provas, com validade de 5 anos e pode ser realizado em português, inglês, alemão, espanhol, italiano, japonês e chinês.

Quem se certifica no PLIC-1 recebe a Junior Level Linux Certification.

Ela autentica a capacidade do candidato em configurar uma rede básica, instalar e configurar o Linux em um computador, bem como realizar a manutenção na linha de comando.

É uma certificação que não possui pré-requisitos, mas exige que o candidato já compreenda a arquitetura de um sistema Linux, consiga trabalhar na linha de comando (tanto do Linux como GNU) e execute a manutenção simples do sistema.

Cada prova custa US$ 173 dólares. Como são duas provas dentro do LPIC-1, o valor final fica em US$ 346 dólares.

LPIC-2

Já a certificação LPIC-2 trata-se de um avanço no path da Linux, equivalente a um nível “Pleno”. Com ela, o candidato assegura que será capaz de configurar e administrar redes Linux em ambientes de menor e média escala, com conjunto de servidores e workstations.

O pré-requisito é a LPIC-1, pois se trata de uma certificação mais avançada.

São duas provas, que podem ser feitas em inglês, alemão e japonês.

Trata-se de uma certificação mais exigente, que requer bastante conhecimento técnico e teórico.

Entre os assuntos abordados, o candidato vai precisar dominar a configuração de variados serviços na rede Linux, como DNS, DHCP, Proxy, Web Server, E-mail, Firewall, etc.

Em questão de valores, são os mesmos da LPIC-1.

LPIC-3

A LPIC-3 é a certificação mais recente e pode ser considerada de nível “Sênior”. Trata-se de um guarda-chuva de certificações, sendo 3 ao todo:

  • LPIC-3 300: certificação em ambiente misto.
  • LPIC-3 303: certificação com ênfase em segurança do sistema;
  • LPIC-3 304: certificação com ênfase em virtualização e alta disponibilidade.

A LPIC-3 é o último passo da jornada “Professional” das certificações LPI. O candidato que passar em qualquer uma das três mencionadas recebe a mesma certificação — o que muda é o seu foco.

Existe o pré-requisito: possui uma LPIC-2 ativa. Portanto, ao mergulhar nas certificações e no que é LPI, atenção a esse ponto!

Cada prova custa US$ 173 dólares. Mas como você não precisa fazer todas as três, fica ao seu critério.

Recursos para estudo para as certificações

recursos-para-estudar-lpi LPI: o que é, principais certificações e recursos de estudo!

Antes de agendar sua prova, é essencial estudar sobre o assunto, certo? As certificações LPI possuem uma fama não apenas pela qualidade, mas também pela dificuldade que apresentam. Na prática, é isso o que é LPI.

Possuir uma ou mais certificações LPI no currículo é um diferencial e tanto. Mas essa conquista só vem acompanhada de estudo, concorda?

A seguir, confira algumas dicas para estudar melhor!

Livros para certificações Linux

Um dos principais meios de conquistar sua certificação LPI é através de livros especializados.

Eles mergulham nos assuntos abordados nos exames, preparando o candidato para os exercícios e questões que virão.

Que tal conferir os livros da Certificação Linux que já ajudaram mais de 11 mil pessoas a conseguirem seus certificados?

Simulados das provas LPI

Agora, quando falamos das provas em si, a prática pode ser muito diferente da teoria. Você sabe o que esperar do momento da aplicação do teste?

Então experimente com simulados! Eles são uma ótima maneira para que você, além de estudar, entenda a estrutura do desafio que te espera.

Confira os simulados para LPI aqui da Certificação Linux, são gratuitos!

Curso online preparatório

Por fim, a melhor forma de se preparar é com conhecimento teórico, técnico e prático. É tudo isso que um curso preparatório pode oferecer.

Assim, você se aprofunda em tudo que precisa para dominar o sistema Linux.

Aqui na Certificação Linux, você pode aproveitar diversos cursos preparatórios: para Linux Essentials, Linux Professionals, entre vários outros.

Conclusão

E aí, gostou de aprender mais sobre o que é LPI, as certificações que fazem parte e como você pode potencializar seus estudos?

Esperamos que esse conteúdo ajude você a entender mais sobre o universo dos sistemas GNU/Linux e os princípios do open source.

Que tal seguir aprendendo sobre o tema? É só seguir lendo o blog da Certificação Linux!

o que é shell script
O que é shell script? Entenda e veja exemplos de aplicações

O que é shell script? Essa pode ser uma pergunta bastante comum para quem está começando no sistema Linux.

O Linux oferece diversas soluções para a área de Tecnologia da Informação, facilitando muito a vida dos administradores de sistemas. 

No entanto, nem todos os profissionais de TI estão a par de todas as suas vantagens e das ferramentas que podem ser incorporadas a ele.

Entre elas está o Shell Script, que é muito útil no processo de automatização de tarefas. E neste artigo nós vamos explicar o que ele é e exemplos práticos de aplicação.

Afinal, o que é um arquivo shell script?

Damos o nome de shell script a arquivos que serão interpretados pelos programas do tipo Shell. 

Com ele é possível criar vários comandos para o Linux. Ou seja, criar tarefas que serão feitas de tempos em tempos, fazendo a automação desse processo, além de scripts de inicialização e outras funcionalidades.

Scripts

Sempre que um ator vai fazer uma cena, seja no cinema, televisão ou teatro, ele recebe um script. Um texto que possui várias informações sobre como ele deve agir durante a cena, quais os pontos importantes para o desenrolar da narrativa.

Os scripts no computador funcionam de forma muito semelhante. Eles são uma série de instruções que ditam a forma como o aparelho deve executar as tarefas x, sempre de acordo com o programado.

As linhas de código, dentro da linguagem de programação, podem usar um script para, por exemplo, contabilizar o número de acessos diários, se é feito pelo desktop ou mobile, geolocalização e muito mais.

Os scripts podem, é claro, ir muito além disso. Com eles é possível mudar o visual da página, as cores, layout e até, como citamos acima, adicionar funções úteis para a página.

Shell

De modo geral, podemos dizer que Shell é uma camada que possibilita aos usuários acessar e configurar comandos no sistema operacional. 

Para entender melhor, imagine uma tartaruga. Ela possui uma carapaça que a envolve e protege do mundo exterior. Assim, o corpo dela propriamente dito, não sobre grandes danos.

De forma prática, o Shell funciona como uma espécie de interface intermediária entre o usuário e o sistema operacional. Ele tem funções seletivas e só permite a execução de ações de acordo com o nível de acesso de cada usuário.

Entretanto, basicamente, existem dois tipos de Shell: o CLI e o GUI.

CLI

Sigla de “Command Line Interface”, ou seja, aqueles que têm a interface baseada em uma linha de comando. Em outras palavras, para que qualquer ação seja executada é preciso que um comando equivalente seja digitado.

GUI

 Sigla de “Graphical User Interface”.  Neste caso, é feito o uso da interface gráfica para que os mesmo comando não precisem ser digitados mais de uma vez.

Em resumo, seja através de uma interface gráfica ou com a linhas de comando, o Shell realiza ações básicas do sistema operacional com o intuito de administrar melhor os dados do computador.

Isso pode acontecer com os arquivos que estão armazenados no dispositivos ou, até mesmo, na execução de demais aplicativos.

Estrutura da linguagem shell script: principais aspectos

estrutura-de-linguagem-shell-script O que é shell script? Entenda e veja exemplos de aplicações

Agora que já sabemos o que é shell script, vamos nos aprofundar na sua linguagem!

Assim como outras linguagens de programação, a linguagem shell script possui variáveis em sua estrutura, além de decisões e laços de repetição. Confira algumas delas!

Variáveis

De forma básica, quase todas as variáveis na linguagem de Shell Script são do tipo string. É possível, claro, fazer uma conversão do tipo de variável a depender do tipo de operação que se deseja executar.

Existe a possibilidade de criar array, fazer operações aritméticas, entre outras funções.

No entanto, no caso das variáveis  que realmente são do tipo string, o indicado é que se faça o uso de aspas para que não haja o risco do interpretador tentar executar a string como uma forma de comando.

Operadores

A realização de cálculos matemáticos no Shell Script pode acontecer através de diversos operadores aritméticos:

  • + Adição
  • – Subtração
  • * Multiplicação
  • / Divisão
  • % Modulo
  • ** Exponenciação

No entanto, fazer as operações não é uma tarefa tão simples assim. As variáveis seguem o padrão strings, o que faz com que sejam necessárias algumas manobras para executar as operações.

Veja abaixo como fazer operações aritméticas.

  • variavel=2
  • variavel2=3
  • variavel3=”CertificacaoLinux”
  • tentativaSoma=$variavel+$variavel2
  • echo “Valor da variavel3 é: $variavel3”
  • echo “Valor da tentativaSoma é: $tentativaSoma”

Já quando falamos dos operadores de comparação, a Shell Script tem características pouco diferentes das demais linguagens de programação. Veja abaixo:

  • -eq (equal): Igual à;
  • -ne (not equal): “Não igual” ou Diferente de;
  • -lt (less than): Menor que;
  • -gt (greater than): Maior que;
  • -le (less or egual): Menor ou igual à;

Estruturas de decisão

Toda linguagem de programação faz uso de estruturas de decisão para controlar o fluxo do sistema através de decisões lógicas. 

Essas decisões são escritas por meio de expressões lógicas que fazem uso dos operadores de comparação para avaliar se aquela expressão é ou não verdadeira. 

Aplicações da programação em shell script

aplicacao-shell-script O que é shell script? Entenda e veja exemplos de aplicações

O shell script pode implementar diversas aplicações muito úteis ao sistema. Listamos algumas delas abaixo!

Automação de tarefas

Com o shell script é possível automatizar as tarefas rotineiras da sua máquina, como por exemplo atualizações de sistema, fazer upgrade, limpeza, etc.

Manipulação de arquivos

Também é possível criar, editar, localizar e organizar arquivos por meio de shell script.

Backup de dados

O shell script também pode ser usado para configurar diretórios para que sejam feitos backups automáticos, e inserir neles argumentos utilitários.

Dessa forma, arquivos mortos podem ser movidos ou copiados para outro local.

Conclusão

Ficou claro o que é shell script? Ele é uma excelente ferramenta e que “facilita” a vida do usuário e do administrador. Afinal, a automatização de tarefas agiliza as entregas e aumenta a confiabilidade no processo.

E para saber como aplicar o shell script no Linux venha conosco e  aprenda Linux com a Plataforma de Ensino mais completa do mercado!

desenvolvimento devops
DevOps: o que é, pilares e como iniciar carreira na área

Cada vez mais, o termo DevOps tem se popularizado e se tornado um destaque no ramo de TI. Muito se fala sobre a Cultura DevOps, frameworks e metodologias, que são adotadas por grandes empresas. 

A verdade é que DevOps é um conjunto de ações utilizadas para desenvolver softwares e serviços de TI em um curto período de tempo

Essas características são cada vez mais procuradas pelas empresas, que se viram obrigadas a intensificar sua Transformação Digital em pouco tempo.  

Tanto que segundo o próprio relatório “State of DevOps 2021”, desenvolvido pela equipe do Google Cloud, “automação de implantação, mudanças na gestão de bancos de dados e a utilização de tecnologias de código aberto” são pontos fortes das estratégias DevOps, que beneficiam empresas ao redor do mundo. 

Assim, fica nítida a necessidade de conhecer mais sobre o tema e, quem sabe, estudar mais sobre a área com o objetivo de migrar e acompanhar o mercado. Se quiser saber tudo sobre o tema, basta continuar lendo o artigo! Acompanhe!

Aprenda Linux com a Plataforma de Ensino mais completa do mercado!

DevOps: entenda o conceito

DevOps, como o próprio nome sugere, é a junção de “development” e “operations”, ou em tradução literal, desenvolvimento e operações. 

Essa é uma área intrinsecamente relacionada ao desenvolvimento de sistemas e infraestrutura de TI, com o diferencial de incluir segurança e agilidade na entrega de soluções.

O objetivo central, além da velocidade de implementação, é agregar valor ao usuário final a partir de uma integração e boa comunicação entre as equipes envolvidas. 

Talvez, você esteja se perguntando se os itens e soluções desenvolvidas com rapidez e agilidade são realmente funcionais e seguras. A verdade é que sim, as soluções são confiáveis e apresentam excelentes resultados. 

Isso só acontece devido à união e estabelecimento de processos bem definidos entre as equipes de desenvolvimento, responsáveis pela estruturação, compilação, testes e implementação, e operadores de TI, que confirmam o sucesso da aplicação. 

Esse bom ambiente de trabalho e comunicação assertiva se devem pela Cultura DevOps,  que adota práticas de feedback e implementação contínuas, como você pode ver a seguir. 

Cultura DevOps: qual a sua importância e principais pilares?

desenvolvimento-devops-cultura DevOps: o que é, pilares e como iniciar carreira na área
Foto: Pexels | Cultura de desenvolvimento DevOps.

Na cultura DevOps, a transparência e compartilhamento de informações sem barreiras se baseia nos princípios de comunidades de softwares de código aberto, que trabalham sem medo de testes com possibilidades de erros e integram todo o time em busca da solução. 

Por isso, tradições e modelos organizacionais tradicionais que incentivam a competitividade entre os membros de uma equipe não são mais bem-vindos quando o assunto é DevOps e satisfação do usuário. 

Para entender melhor quais os diferenciais da cultura DevOps, basta entender o “tripé” Feedback, Integração e Implantação

Uma equipe qualificada, somada a uma liderança competente e bons processos de desenvolvimento, sem dúvidas conseguirá adotar essa cultura e ter resultados positivos com DevOps.  

Feedback contínuo

Só é possível estabelecer feedbacks constantes e contínuos através de uma comunicação clara e colaborativa. Isso acontece em ambientes que seguem à risca os princípios de desenvolvimento DevOps. 

Afinal, como as equipes de desenvolvimento e operações trabalham em conjunto, o incentivo é que cada uma delas dê feedbacks constantes em cada etapa do projeto, sejam eles positivos ou negativos. 

O trabalho entre elas ocorre desde a conceituação da idéia do sistema, até a evolução, estruturação, testes e implementação do produto. 

Isso significa que, durante todo o ciclo de vida do projeto, os membros da equipe precisam manter um relacionamento transparente, saudável e focado em solucionar problemas. 

É interessante que o feedback também é esperado do cliente final, já que ele terá contato intenso com o produto ou solução desenvolvida. 

Isso permite que cada vez mais soluções sejam construídas com base nas necessidades de cada cliente. 

Integração Contínua

A integração entre os colaboradores do projeto é nítida e essencial para que tudo corra bem. Afinal, não pode existir um clima organizacional tenso ou comprometido quando o assunto é desenvolver soluções em TI  íntegras e de qualidade. 

Geralmente, quem faz esse papel de “ponte” entre as duas equipes, integrando-as, é o engenheiro DevOps, que possui conhecimento de todas as etapas do processo, sendo um TI generalista. 

Apesar disso, o engenheiro detém experiência no desenvolvimento de software, implementação e manutenção em nuvem, criação e gerenciamento de infraestruturas e automações.

Além da comunicação transparente e saudável entre os membros da equipe, em desenvolvimento DevOps existe também a automação de processos e sistemas, o que evita erros humanos e bugs no sistema. 

Essa minimização de erros também contribui para o estabelecimento de boas práticas e relacionamentos no trabalho. 

O papel da tecnologia em otimizar e automatizar etapas permite que o recurso humano se concentre em solucionar problemas e aumentar a qualidade de entrega de suas funções, garantindo a competitividade da empresa no mercado. 

Implantação Contínua

Outro ponto importante em DevOps é a capacidade de implantação contínua das soluções desenvolvidas. Testes e mais testes — esse é o melhor caminho para encontrar erros, bugs e respostas. 

Quanto mais testes o novo software ou solução se submete, mais simples e bem direcionado fica o processo de estudo e melhoramento. 

Afinal, seria totalmente irresponsável desenvolver todo o sistema “no papel”, ou seja, na teoria, e testá-lo apenas na etapa final, anterior à entrega. O que aconteceria se erros relevantes fossem detectados? 

Se isso acontecesse, o objetivo de entrega rápida e antecipada, para garantir a felicidade do cliente seria comprometido.  

Por isso, o princípio “software em funcionamento mais do que documentação abrangente”, presente no Manifesto Ágil, precisa ser seguido. 

Todos esses detalhes correspondem aos pilares do Manifesto Ágil, um documento que embasa o trabalho no quesito desenvolvimento de software. 

Frameworks para implementação do DevOps

Os frameworks nada mais são do que templates ou modelos de execução que padronizam processos. Poder contar com bons frameworks economiza tempo e recursos da empresa e dos profissionais. 

Em DevOps, existem pelo menos 3 tipos de frameworks principais: CALMS, Topologias e Estruturas de equipe, descritos a seguir. 

CALMS

Essa é uma estrutura que tem como objetivo principal medir o nível de sucesso da implementação de DevOps em uma organização. 

CALMS significa “culture”, “automation”, “lean”, “measurement” e “sharing”, em uma tradução literal: cultura, automação, metodologia lean, mensuração e compartilhamento — siglas presentes em todo o processo de desenvolvimento DevOps. 

Um dos principais diferenciais do desenvolvimento DevOps é, justamente, a transformação da cultura da empresa que o adota. 

Afinal, não basta apenas as equipes de desenvolvimento e operação se “darem bem”, todos os cargos precisam ser unidos sob o objetivo da empresa. 

Isso ensina muito a todos os outros departamentos: colaboração, comunicação assertiva e transparência devem ser princípios seguidos por todos. 

O segundo ponto, automação, faz com que os experts não mais se concentrem em tarefas manuais e repetitivas, mas sim na criação de estratégias e soluções mais complexas. 

Dessa forma, o risco de erros também é minimizado, tornando a entrega mais confiável e robusta. 

Sobre a metodologia lean, o que você precisa dar atenção é ao modo como ela incentiva o menor exagero possível, ou seja, escolher processos e etapas que realmente sejam essenciais e gerem valor ao cliente final. 

A mensuração de resultados ocorre tanto internamente, através dos feedbacks de membros e responsáveis pelo projeto, a fim de melhorar e otimizar a produção, quanto externamente, com o feedback gerado pelo cliente final.

Compartilhamento, ou sharing, se refere à distribuição de informações entre os departamentos e participantes do projeto, garantindo que todos “estejam na mesma página”. 

Esse simples compartilhamento evita que informações importantes fiquem “empatadas”, ou bloqueadas, na mão de uma pessoa só, desperdiçando tempo de trabalho e, consequentemente, de entrega. 

Topologias de equipe

As topologias de equipe são baseadas no livro Team Topologies, escrito por Matthew Skelton e Manuel Pais. Nele, as empresa conseguem extrair estratégias eficazes para a implementação de DevOps em seus ambientes de trabalho. 

Segundo ele, existem 4 topologias de equipe fundamentais:

  • alinhadas à corrente: aquelas que seguem o fluxo de trabalho e operações estabelecidas, de modo a impactar e trazer bons resultados. Dessa forma, as equipes dificilmente precisam de ajuda de outras áreas e conseguem agilizar o trabalho;
  • de plataforma: esta é a equipe dos “bastidores”, que fornece aos alinhados ao fluxo todos os recursos necessários para desempenhar sua função;
  • do subsistema complicado: como o próprio nome sugere, as equipes de subsistema complicado são formadas por um conjunto de especialistas que resolvem problemas e dão o suporte às equipes alinhadas a corrente;
  • e as capacitadoras: por fim, as equipes capacitadoras assumem a função de pesquisa e aprendizado, a fim de reconhecer quais as melhores ferramentas e métodos para a otimização dos processos de outras equipes.

Percebeu como cada uma das topologias de equipe se complementam? Todas, trabalhando juntas e desempenhando seus papéis faz com que processos e entregas sejam antecipados, sem prejudicar a qualidade do produto final. 

Estruturas da equipe

Para que uma transformação DevOps realmente ocorra na empresa, é necessário muito mais do que contratar um engenheiro e adicionar ferramentas. 

Todas as equipes precisam ser reavaliadas e estruturadas de maneira correta, conforme o nível da empresa, produtos oferecidos e número de funcionários. 

A verdade é que cada líder precisa entender que não existe um padrão classificado como exemplar quando o assunto é capital humano. 

Em cada setor, as metas, objetivos e tarefas serão diferentes, demandando uma organização e estruturação personalizada. 

O mesmo acontece com as equipes de desenvolvimento DevOps: cada uma é única e tem suas particularidades. 

Quais são as ferramentas DevOps?

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Foto: Pexels | Ferramentas para DevOps.

Cada etapa do ciclo de vida de um projeto em DevOps exige uma ferramenta de execução diferente. Desde ferramentas para comunicação clara, até ferramentas de automação e teste são bem-vindas. 

O segredo ao estabelecer ferramentas DevOps é escolher aquelas classificadas como abertas, ou seja, que permitem a integração com instrumentos de terceiros. 

Assim, a conexão é facilitada e o tempo é otimizado, evitando problemas futuros de incompatibilidade e restrição. 

Para facilitar o entendimento, considere algumas ferramentas recomendadas para cada etapa:

  • planejamento e troca de informações: Slack ou Confluence;
  • construção: Docker, Terraform ou GitHub;
  • integração: AWS ou Bitbucket;
  • testes: Jira Software;
  • operações, monitoramento e feedbacks: Appdynamics, Slack ou GetFeedback;

Todas essas ferramentas são apenas sugestões e podem ser substituídas por similares, com funcionalidades parecidas. 

O importante é saber utilizar as ferramentas a favor da execução ágil e comunicação transparente entre os colaboradores. 

Carreira como Engenheiro DevOps

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Foto: Freepik | Carreira no desenvolvimento DevOps. 

Agora que você já entende tudo sobre o funcionamento de DevOps, desde os conceitos até as ferramentas, deve estar curioso acerca da carreira como Engenheiro DevOps, não é?

Se sim, saiba que essa curiosidade é totalmente compreensível, visto que os engenheiros DevOps estão sendo cada vez mais procurados e bem pagos no mercado de trabalho. 

Praticamente toda grande instituição hoje conta com pelo menos um engenheiro DevOps em sua equipe, e o salário médio desse profissional nos Estados Unidos é em torno de $111.000 por ano. 

Atribuições e responsabilidades

O dia a dia de um engenheiro DevOps gira em torno de prestar atenção em como os processos são feitos e identificar pontos de melhoria, seja através da implementação de novas ferramentas ou processos. 

Como já dito anteriormente, o engenheiro DevOps também é responsável por unir as equipes de desenvolvimento e operação, integrando-as e mantendo seu equilíbrio.

Habilidades importantes

Um dos pré-requisitos para se tornar um engenheiro DevOps é ter conhecimento aprofundado em TI e desenvolvimento de sistemas, bem como o ciclo de vida de cada projeto da área. 

Outros conhecimentos exigidos desse profissional, são:

  • linguagens de programação;
  • conhecimento básico em Linux;
  • gerenciamento de código fonte;
  • ferramentas de automação e sistemas em nuvem;
  • desenvolvimento de soluções;
  • e outros tópicos relacionados à entrega e monitoramento.

Para conseguir atuar na área, são necessárias algumas certificações, que você pode escolher entre:

  • programas de pós-graduação em DevOps;
  • curso de Engenheiro DevOps;
  • Curso de Treinamento de Certificação Docker Certified Associate (DCA);
  • e muitos outros disponíveis. 

Outros cargos e funções em DevOps

O profissional que se especializa em desenvolvimento DevOps não precisa apenas atuar como o engenheiro de uma empresa, existem vários outros caminhos possíveis. 

Alguns deles, são:

  • testador de software;
  • especialista em integração;
  • gerente de liberação;
  • arquiteto DevOps e muitos outros.

Como iniciar carreira como DevOps?

Se você já atua no ramo de TI, migrar para desenvolvimento DevOps não será tão difícil. Basta consumir muito conteúdo acerca do tema e, principalmente, estudar sobre o desenvolvimento de software e dominar sistemas de código aberto, como Linux. 

Descobrir como aprender Linux é a tarefa mais fácil de todas: basta acessar as dicas que postamos aqui no site Certificação Linux! 

É interessante também acompanhar blogs gringos, estudar através de cursos de desenvolvimento DevOps com quem entende do assunto e treinar muito antes de decidir realizar uma das certificações citadas acima. 

Afinal, você deseja se profissionalizar e ter sucesso no trabalho, não é?

Aprimore suas habilidades com os melhores cursos para DevOps

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Foto: Pexels | Estudar para aprimorar habilidades em DevOps. 

Existem muitos cursos interessantes sobre desenvolvimento DevOps no mercado. 

Uma das melhores opções é o curso de Docker para DevOps. Nele, o profissional que estuda sobre a área aprenderá a utilizar Docker, um sistema de partição ou container open source. 

Se familiarizar com esse sistema é essencial para quem deseja trabalhar como engenheiro DevOps, já que isso fará parte do seu trabalho rotineiro. 

Conheça o Curso de Docker para DevOps da Certificação Linux!

Conclusão

Percebeu como entender o que é desenvolvimento DevOps, como funciona e como se inserir nesse mercado não é tão difícil?

Esperamos que o tema tenha ficado claro para você! Se surgirem dúvidas, sinta-se à vontade para registrá-las nos comentários, e nossa equipe especializada responderá o quanto antes!

guia lpi dicas
Certificação LPI: Guia de estudos prático para ser aprovado

Você sabia que existe um “guia LPI”, para ser aprovado na certificação? Pois bem, para ter sucesso no universo de trabalho Linux, obter a certificação promovida pelo Linux Professional Institute é um dos melhores meios de provar a sua competência. 

Por ser uma certificação famosa e desejada, uma das pioneiras na área de profissionalização Linux, é preciso se preparar bem para conseguir obtê-la.

Os profissionais que conseguem essa declaração estão aptos a trabalharem com qualquer versão de Linux, além de terem a chance de avançar para níveis mais complexos de atuação. 

Assim, se você quiser entender mais sobre como se preparar, precisa conferir o guia LPI completo que desenvolvemos, com uma curadoria de todos os conteúdos e dicas de preparação para conquistar sua certificação. Acompanhe!

Vale a pena ter uma certificação em Linux?

Sim! Vale a pena ter uma certificação em Linux para comprovar seus conhecimentos e capacidade de execução e atuação no ramo. 

A verdade é que existem inúmeros benefícios para os profissionais de TI que desejam seguir carreira em softwares open source e sistemas operacionais como Linux. 

Esses benefícios são totalmente potencializados com uma certificação de reconhecimento internacional de peso para o seu currículo e experiência. 

Com ela, o profissional de TI se torna mais valorizado e, consequentemente, mais “caro”, com expectativas de remuneração maiores

Além disso, por existirem 3 níveis de certificação (LPIC-1LPIC-2 e LPIC-3), você pode montar um plano de carreira na área, sempre com o objetivo de estar um nível acima, e escolher uma ou mais vertentes para atuar. 

Ao falar em áreas de atuação, as certificações do nível 3 trazem uma base interessante com temas sobre ambiente misto, segurança em linux, virtualização e alta disponibilidade, por exemplo. 

O que cai na LPI? Veja os conteúdos

guia-lpi Certificação LPI: Guia de estudos prático para ser aprovado
Foto: Freepik | Quais conteúdos contemplam a prova?

Para se preparar para a prova, é necessário um guia LPI, ou seja, saber exatamente quais conteúdos são contemplados nela, a fim de evitar surpresas.

Assim, você pode identificar quais conteúdos já domina, e precisará estudar menos, e quais precisarão de mais atenção ao se preparar. 

Assim, confira a seguir quais conteúdos são abordados nas provas 101 e 102, ambas necessárias para a obtenção do certificado do nível LPIC-1. 

Conteúdo da Prova 101-500

O tempo de realização para a primeira prova é de uma hora e meia (90 minutos), com cerca de 60 questões, sendo a grande maioria de múltipla escolha. 

Dentro da Prova 101-500, existem 4 tópicos base abordados, segundo este guia LPI, cada um com um tema e competência de conhecimento, como descrito a seguir: 

  • Tópico 101 – Arquitetura do Sistema;
    • 101.1 – Definir as configurações de hardware;
    • 101.2 – Inicializar o sistema;
    • 101.3 – Alterar os níveis de execução do sistema.
  • Tópico 102 – Instalação do Linux e Gerenciamento de Pacotes;
    • 102.1 – Projetar um layout para o particionamento de disco rígido;
    • 102.2 – Instalar um gerenciador de boot;
    • 102.3 –  Determinar as bibliotecas compartilhadas;
    • 102.4 – Gerenciar pacotes utilizando Debian;
    • 102.5 –  Utilizar ferramentas RPM e YUM;
  • Tópico 103 – Comandos GNU e UNIX;
    • 103.1 – Trabalhar em linhas de comando;
    • 103.2 – Aplicar filtros e processar córregos;
    • 103.3 – Gerenciar diretórios;
    • 103.4 – Redirecionar e processar streams; 
    • 103.6 – Alterar propriedades de execução;
    • 103.7 – Manipular arquivos de texto de pesquisa;
    • 103.8 – Editar arquivos de texto utilizando “vi”;
  • Tópico 104 – Devices, Linux Sistemas de Arquivos, Filesystem Hierarchy Standard;
    • 104.1 – Criar partições e sistemas;
    • 104.2 – Garantir a integridade do sistema de arquivos;
    • 104.3 – Configurar a montagem do sistema de arquivos;
    • 104.4 – Gerenciar cotas de disco;
    • 104.5 – Controlar o acesso a arquivos usando permissões;
    • 104.6 – Criar e gerenciar links físicos e simbólicos;
    • 104.7 – Encontrar arquivos e comandos nos locais adequados.

Em cada um desses tópicos, as abordagens são divididas em 3 ou mais níveis, cada um com uma especificação, como você pôde notar. 

Assim, graças ao Guia LPI, sabendo todos esses pontos, fica mais fácil identificar onde concentrar seus esforços ao estudar, não acha?

Conteúdo da Prova 102-500

A Prova 102-500 contém tópicos que funcionam como continuações da prova anterior, iniciando pelo tópico 105. 

Essa prova conta com conteúdos um pouco mais densos, envolvendo Shell, tarefas administrativas e segurança do sistema.

  • Tópico 105 – Shells e Scripts do Shell:
    • 105.1 – Personalizar o ambiente do Shell e utilizá-lo;
    • 105.2 – Personalizar ou escrever scripts;
  • Tópico 106 – Interfaces do Usuário e Áreas de Trabalho:
    • 106.1 – Fazer a instalação e configuração do X11; 
    • 106.2 – Entender sobre as áreas de trabalho gráficas;
    • 106.3 – Mostrar conhecimento em acessibilidade;
  • Tópico 107 – Tarefas Administrativas:
    • 107.1 – Administrar contas de usuário;
    • 107.2 – Otimizar e automatizar funções administrativas;
    • 107.3 – Localizar e internacionalizar o sistema;
  • Tópico 108 – Serviços Essenciais do Sistema:
    • 108.1 – Sincronizar a hora do sistema;
    • 108.2 – Configurar o log;
    • 108.3 – Entender sobre Mail Transfer Agent (MTA);
    • 108.4 – Gerenciar filas de impressão e impressoras;
  • Tópico 109 – Fundamentos de Rede:
    • 109.1 – Entender os fundamentos e protocolos de rede de internet;
    • 109.2 – Configurar a rede persistente;
    • 109.3 – Solucionar problemas de rede;
    • 109.4 – Fazer a configuração de DNS do cliente;
  • Tópico 110 – Segurança:
    • 110.1 – Administrar a segurança;
    • 110.2 – Configurar a segurança do host;
    • 110.3 – Proteger com criptografia;

Ao obter sucesso nas duas provas, o candidato estará apto a receber seu certificado LPIC-1, afinal, todos os seus conhecimentos teóricos, baseados no Guia LPI foram validados. 

Como Marcar a Prova na LPI ou CompTIA?

É preferível marcar a prova em um centro Pearson VUE. Primeiro, porque quase sempre existirá um centro próximo de você e, antes da prova, você decide onde deseja realizá-la.

Mas, onde encontrar um Centro Pearson VUE? É simples, basta escolher pelo site deles: 

  • Acesse: http://www.pearsonvue.com;
  • Selecione “Test Takers”;
  • Digite COMPTIA no Box que irá aparecer;
  • Então você poderá clicar no botão “Find a Test Center” e digitar o nome da sua cidade. 

Como é o ambiente da prova?

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Foto: Freepik | Ambiente da prova LPI.

Ela é feita pelo computador que fica numa pequena sala fechada e isolada do som e distrações. Parece um biombo pequeno. 

O candidato não pode levar nada: deve deixar celular, agenda, papel, tudo. Os aplicadores darão papel, lápis e um dicionário inglês-português se a prova for em inglês. 

Sob qualquer movimentação estranha do candidato, eles anulam o teste. Você também será filmado por uma webcam durante o exame para garantir que ele foi devidamente aplicado e nada anormal ocorreu.

Outro detalhe importante da prova em computador é que, se você errar alguma questão de algum tópico, o computador seleciona mais questões do mesmo tópico para testar ainda mais seus conhecimentos sobre o tema. 

Isto tem um lado bom e outro ruim. O lado bom é que, se você tiver errado de “bobeira”, terá outra chance de redimir seu erro. Mas, se você de fato não estiver devidamente preparado para o tema, será prejudicado.

Como se preparar para prova da LPI?

O cérebro é um “músculo”. Quanto mais exercitado, mais forte e resistente ele fica. Mais conexões sinápticas ele será capaz de fazer e responder ao ambiente de forma apropriada. 

Portanto, faça muitos exercícios sobre os tópicos. Exercite os comandos. Veja suas opções e argumentos. Teste as funcionalidades de cada um deles, estude o Guia LPI.

Muitas pessoas perguntam sobre qual distribuição de Linux é a mais adequada para a certificação, testar os comandos, etc. A resposta é simples: aquela que você gostar mais. 

Diferentemente das outras certificações de Linux, a LPI preza pela independência das distribuições e neutralidade. A prova é focada em Linux, seja ele qual for.

Ambas as certificações não utilizam na prova nenhum “wizard” ou configurador automático que algumas distribuições têm. 

De forma que toda configuração e manejo do servidor são feitos com comandos no Shell e diretamente nos arquivos de configuração. 

Isto é muito bom porque o profissional fica experiente em qualquer Linux e não fica viciado em alguma ferramenta amigável.

Qual o melhor Linux para prova LPIC?

Eu indico o openSUSE. É uma distribuição muito estável, feita por alemães que prezam muito pela obediência completa aos padrões do Linux Standard. 

Os comandos, arquivos e estrutura são exatamente como “manda o figurino”. Só um detalhe importante: você precisará se familiarizar com os gerenciadores de pacote Debian e RedHat. 

Geralmente, uma distribuição adota um ou outro. E para se preparar para a prova é bom você estar afiado nos dois modelos. Portanto, escolha uma distribuição baseada em Debian e outra em RedHat.

Se você se matricular no meu curso, nós temos 6 distribuições diferentes de Linux para você treinar à vontade tudo que precisa para passar na prova.

Como se preparar para a Certificação LPI? Dicas e recursos para estudo

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Foto: Pexels | Estudar para a Certificação LPI.

Se preparar para a Certificação LPI dependerá muito do seu estilo de aprendizagem, técnicas de estudo e produtividade para destrinchar os tópicos deste Guia LPI. 

Como você verá a seguir, existem maneiras de identificar o seu “perfil de estudante” e otimizar o tempo de estudos, direcionando o aprendizado.

1. Adote o seu estilo de aprendizagem

Você também precisa se conhecer um pouco para que o aprendizado seja efetivo. 

Nossa mente trabalha basicamente com 3 tipos de estilos de aprendizagem: físico, visual e linguístico/sonoro. 

Como você fixa melhor aquilo que aprendeu? Veja como são estes estilos e tente se identificar neles:

Estilo de Aprendizagem Físico ou motor

As pessoas com estas características são os inquietos, são os “fuçadores”, os desmontadores de equipamentos e brinquedos, os que querem saber como funciona e ver por dentro, os que não conseguem ficar sossegados em seu lugar.

Eles são pessoas que não conseguem ficar sentadas por muito tempo. Simplesmente raciocinam melhor quando seus corpos estão em movimento, balançando o corpo entre uma perna e outra, para frente e para trás. 

Interagem melhor com o mundo através do contato manual e corporal. Os “Aprendizes” físicos adoram esportes, inventar, construir e dançar.

Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais com atividades de expressão corporal, manipulando e tocando objetos, realizando exercícios, etc.

Dicas para você aprender melhor:

  • Realize os seus estudos com montagens e construções de objetos e simulações;
  • Inclua aulas virtuais em computadores;
  • Alterne seções teóricas e práticas durante o estudo.

Estilo de Aprendizagem Linguístico / Sonoro

São aquelas pessoas que vivem cantando ou entoando algum som mesmo com a boca fechada, os cantores e aqueles descritos como tendo um ouvido musical. 

Veem sons em tudo: podem não ser os melhores cantores ou músicos, mas eles têm uma habilidade natural para interagir e entender os sons, musicais ou não.

Sua relação com o mundo é através dos sons e ritmos sonoros. As atividades que podem ser mais proveitosas para elas são ouvir músicas, tocar instrumentos, interpretar sons e cantar.

Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais escrevendo letras e canções para músicas, tocando instrumentos para acompanhar seus trabalhos ou de outros, ou desenvolvendo projetos de multimídia.

Dicas para você aprender melhor:

  • Tente transformar aquilo que está a aprender em música;
  • Grave aquilo que está a aprender para escutar depois;
  • Utilize música agradável durante os estudos.

Estilo de Aprendizagem Visual

Estas pessoas são os modernos Picassos e Renoirs, os grafiteiros e rabiscadores, e indivíduos que têm um talento natural para as cores e para harmonizar ambientes. 

Os indivíduos Visuais parecem ter um senso artístico que faz com que tudo que criem pareça agradável aos olhos. Sua relação com o mundo é através de pinturas e imagens. 

As atividades que podem ser mais proveitosas para elas incluem pintura, escultura e a criação de artes gráficas. 

Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais com desenho e criação de diagramas, inclusive gráficos, leitura cartográfica, criação de mapas ou realizando demonstrações.

Dicas para você aprender melhor:

  • Crie apresentações multimídia;
  • Utilize interpretação de mapas, diagramas e gráficos;
  • Use e abuse de ilustrações, gráficos, slides, filmes etc.
  • Uma vez que você tenha se identificado em pelo menos um destes estilos, faça uso das potencialidades do seu cérebro. Isso facilita seu aprendizado.

Exercícios interessantes 

Como exercício, execute cada comando de cada tópico pelo menos mais de uma vez, exercitando as possíveis situações, conforme este Guia LPI. 

Faça as seguintes perguntas para cada comando estudado:

  • Para que serve este comando?
  • Como ele é usado?
  • Quando ele é usado?
  • Quais arquivos ele afeta?
  • Sugiro que faça um esquema de espinha de peixe para os comandos, de forma que trabalhe com todas as potencialidades de aprendizado do seu cérebro: visual, físico, e leia o texto em voz alta para também exercitar o lado sonoro.

No meu curso de Linux tenho esquemas espinha-de-peixe ou mapas mentais para todos os tópicos da prova.

Neste tipo de esquema atente a pelo menos dois tipos de estilo de aprendizagem: o físico pois você está fazendo movimentos ao escrever; visual pois você está fazendo um diagrama. Também ajuda na lógica e memorização pois você está categorizando a informação em COMO, O QUE, QUANDO e ARQUIVOS. Se possível compre fichas pautadas 10x15cm que são excelente para fazer consultas rápidas e podem te ajudar na memorização.

Tente imaginar as situações em que os comandos são usados e teste os diversos tipos de opções que eles têm. Isto é importante porque uma opção de um comando pode inverter o resultado.

Por exemplo, o comando “grep uira texto.txt” vai filtrar todas as ocorrências da palavra “uira” no arquivo texto.txt. Já o grep com a opção “-v” inverte, de forma que o comando irá mostrar todas as linhas que não têm a palavra “uira” no texto.txt.

Outro detalhe importante: leia os “MAN” dos comandos de cada tópico. Eles têm informações importantes que o programador que desenvolveu o software deixou ali de forma especial para você.

2. Pratique com Simulados para Prova 101 e 102

Um simulado te dará uma ideia exata de como são as questões das provas com que você vai se deparar pelo caminho, além de todos os pontos explicados neste Guia LPI. 

Há questões que são maldosamente formuladas para que você caia na vala do senso comum.

A prova é feita para não ser fácil. E isto é de suma importância para atestar a qualidade das pessoas que são certificadas. 

Se qualquer um com pouco preparo pode ser certificado, de que adianta exibir este título no currículo? Mas se é para os poucos que realmente se dedicaram e estudaram a fundo, ora, é uma certificação de peso.

Veja que existem questões que vão priorizar pela simples memorização, outras vão exercitar sua capacidade de análise em entender um problema do “mundo real” e sua capacidade de transpor para o “mundo computacional”.

Outras, vão exercitar seu julgamento diante de um problema em questão e outras vão te apresentar um problema e a solução e você deverá avaliar se a solução é a correta ou não e porquê.

Existem simulados em livros e em sites na Internet. A maioria é na língua de Shakespeare. Faça todos os que encontrar pela frente. 

E, principalmente quando você errar uma questão, anote para saber qual foi seu erro e qual seria a resposta correta e porquê. O aprendizado se constrói dessa maneira.

Ao se matricular no curso de Linux, você terá acesso a mais de 499 questões verdadeiras para prepará-lo de verdade para as provas 101 e 102, onde você pode testar por 7 dias grátis!

3. Reforçe o estudo com aulas práticas e online para a certificação

Não basta apenas se valer de conteúdos gratuitos encontrados na internet. Se você realmente quiser se dar bem na certificação e se preparar corretamente, precisa reforçar o estudo. 

Faça isso ao assistir aulas online práticas, que te auxiliam e direcionem. No Curso de Linux LPIC-1, da Certificação Linux, você terá acesso a:

  • 83 aulas com 20 horas de duração;
  • Conteúdo atualizado para versão 5.0 do exame;
  • +1000 questões atualizadas;
  • 200 horas de servidor por mês
  • 24 meses de acesso ilimitado.

Esses recursos tornarão a sua jornada de estudo mais simples, eficaz e assertiva. Vale a pena conferir e garantir uma preparação de qualidade máxima!

4. Economize tempo com o Livro Certificação Linux LPIC-1

Se preferir, você pode ainda optar pelo Livro Certificação Linux LPIC-1, que engloba as provas 101 e 102 e já conta com mais de 11 mil exemplares vendidos. 

Um livro desenvolvido em ordem lógica, com todos os passos necessários para se preparar para a prova e entender Linux de verdade, é muito mais eficaz do que ficar perdendo tempo, tentando encontrar conteúdos soltos na internet. 

Além disso, nem sempre os conteúdos que você encontra por aí são realmente atualizados ou contêm informações confiáveis. 

Por isso, o melhor a fazer é optar pela compra dos e-books correspondentes às provas LPIC 101 E 102!

Conclusão

Percebeu como se preparar para a certificação não é um “bicho de 7 cabeças”? 

É totalmente possível manter uma rotina de preparação que respeite o seu modo de aprendizagem e garanta bons resultados com base neste Guia LPI. 

Basta apostar em simulados, reforçar o estudo com aulas práticas online e direcionar o estudo através de conteúdos robustos. 

 Com isso em mente, não deixe de conferir nossos cursos e e-books, desenvolvidos com carinho e muito conhecimento para ajudá-lo! 

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