Conheça as vantagens do Linux para Segurança da Informação

Não é novidade que o Linux é um dos Sistemas Operacionais mais seguros do mercado. Assim, escolhê-lo para a segurança da informação da sua empresa ou dos seus dados de uso pessoal é o mais sábio a fazer. 

Mas, como funciona a segurança do sistema Linux e como aumentar a segurança em servidores que utilizam ele? Ainda, em quais pontos o open source sai ganhando em relação aos concorrentes?

Todos os detalhes sobre o assunto serão esclarecidos neste artigo! Basta continuar a leitura para entender mais sobre a relação entre o sistema operacional e a segurança da informação. 

Como funciona a segurança do Linux?

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Foto: Pexels | Manter a segurança dos dados e das informações é imprescindível.

A segurança do Linux é garantida, principalmente, devido ao seu código-fonte aberto, que conta com o olhar de vários profissionais bem intencionados, que podem solucionar vulnerabilidades e erros mais rapidamente. 

Modelo de privilégio de usuários

Diferentemente de modelos de sistemas operacionais como Windows e Mac, o Linux apresenta a segurança como um de seus pilares desde suas raízes, ou seja, a segurança foi “embutida” como diferencial durante seu desenvolvimento.

Existem modelos de privilégios para os usuários, onde o usuário principal pode escolher quais acessos e permissões deseja compartilhar com outros membros que utilizarão o software. 

Isso garante a segurança das informações, especialmente documentos confidenciais e outros que não podem ser alterados. Também dificulta o ataque e distribuição de malwares ou vírus pelos próprios usuários.

Nestes casos, o usuário principal precisa apenas definir o acesso a determinados arquivos como “somente leitura”, por exemplo.

Essa modificação pode ser realizada tanto no momento da instalação e configuração, quanto em momentos posteriores, quando o usuário principal julgar necessário. 

Defesas de segurança de kernel integradas

O sistema foi desenhado pensando na segurança dos usuários, que podem contar com defesas e seguranças integradas ao seu kernel, protegendo o sistema e seu usuário contra ataques maliciosos e pontos de vulnerabilidade. 

Firewalls, sistemas de verificação, configurações como Linux Kernel Lockdown e softwares de segurança como SELinux são ferramentas que garantem ainda mais segurança aos usuários do sistema. 

Variedade de distribuições Linux

Outro ponto essencial está relacionado ao grande número de distribuições Linux existentes. Quanto mais variações, mais difícil é para hackers mal-intencionados, por exemplo, consigam atacar e causar danos ao ambiente. 

O mesmo não acontece em sistemas operacionais como Windows, já que apresenta apenas um padrão de softwares e arquitetura de dados, tornando-o presa fácil de invasores. 

Maior flexibilidade nas configurações

Por ser um sistema com código-fonte flexível e alterável, uma camada a mais de segurança é acrescentada. 

Afinal, quanto mais opções de configurações e ajustes eficazes o sistema apresenta, mais o usuário será capaz de ativar sistemas de proteção e filtros de segurança. 

Um exemplo disso é a configuração Linux Kernel Lockdown, que pode ser ativada para bloquear partes do kernel, como o root, para que modificações e extração de informações confidenciais não sejam realizadas. 

Dicas para aumentar a segurança em servidores Linux

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Foto: Pexels | Servidores também correm riscos.

Apesar de todos os recursos incluídos no sistema, é possível reforçar a segurança principalmente em grandes servidores, onde os danos decorrentes de ataques seriam ainda maiores. 

Atitudes simples, como manter o sistema sempre atualizado, podem fazer toda a diferença. Abaixo, você pode conferir algumas das principais dicas de segurança.

Mantenha o Software Atualizado

Como você já pôde perceber, sempre que vulnerabilidades ou erros são detectados, equipes de desenvolvedores se apressam para resolvê-los. 

Mas, para desfrutar de todas as correções e melhoramentos, é preciso se manter em dias com a atualização do sistema. 

Você pode manter sempre as versões mais recentes através de códigos de atualização conforme cada distribuição. 

Em distribuições CentOS e Debian, por exemplo, os códigos seriam, respectivamente:

  • # yum updates
  • # apt-get update

Configure o BIOS corretamente

Em servidores, é imprescindível que a inicialização de drives externos como CDs e USB estejam desabilitadas. 

Afinal, como seria se alguém desejasse corromper todos os arquivos do servidor com apenas um pendrive contaminado?

Feito isso, conclua a ação ativando a senha para o BIOS e protegendo o GRUB com uma senha forte e confidencial. Dessa forma, qualquer um que tente alterar as configurações do seu servidor não terá resultados. 

Instale o mínimo de pacotes

Os pacotes, como o próprio nome sugere, muitas vezes vêm carregados de aplicações e ferramentas que nem sempre serão úteis, o que pode deixar o sistema lento e acabar comprometendo outras áreas. 

Além disso, quanto mais pacotes desconhecidos e de fontes não verificadas você baixar, maiores serão as chances de arquivos corrompidos se instalarem no seu sistema. 

Por isso, instale apenas os pacotes básicos, que atendam as necessidades do seu servidor. 

Caso já tenha instalado pacotes pelos quais se arrependa, poderá localizá-los através do comando “chkconfig” e removê-los. Aproveite a oportunidade também para remover todos os que não estiverem em uso. 

Monitore as ações de usuários do servidor

Para garantir que nenhum usuário foi corrompido ou está com más intenções, é essencial acompanhar as atividades de cada um no servidor, através da coleta de dados. 

Ferramentas úteis como “psacct” e “acct” podem ser usadas para desempenhar essa função em segundo plano, enquanto há a atividade dos usuários. 

Aposte em softwares antivírus

Por fim, mas não menos importante, escolha bons antivírus para defender o seu servidor Linux. Essa é uma dica que vale tanto para servidores, quanto para máquinas de uso pessoal, como computadores desktop. 

Apesar de todas as ativações e precauções tomadas, não custa redobrar o cuidado e investir em mais uma “barreira” de segurança contra malwares, vírus, spywares e ameaças vindas do ambiente online. 

Conclusão

Percebeu como existem várias vantagens do Linux para segurança da informação? Todos esses aspectos tornam-no um dos sistemas mais confiáveis e íntegros do mercado. 

Você também pôde notar que, apesar dos mecanismos de segurança que acompanham o sistema naturalmente, existem diversas maneiras de aumentar a segurança e proteger seus arquivos. 

Você pode aprender mais sobre o tema no Curso de Segurança no Linux, disponibilizado por nós da Certificação Linux. Nele, você aprenderá todos os passos, de modo totalmente didático e completo para garantir a segurança.