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Red Hat libera versão completa para plataforma de Linux

A Red Hat informou que já está disponível para o mercado o Red Hat Enterprise Linux 8.2 (RHEL 8.2), a versão mais recente da maior plataforma de Linux empresarial do mundo. O anúncio foi feito durante o Red Hat Summit, principal evento anual da companhia, realizado virtualmente entre os dias 28 e 29 de abril.

Com o Linux continuando a crescer como a espinha-dorsal da TI corporativa, diminuir as barreiras para novos e atuais usuários é um foco importante para o Red Hat Enterprise Linux 8.2. “Hoje as organizações precisam fazer mais com tecnologias que já estão presentes em seus stacks de software; precisam levar à estabilidade operacional e manter os serviços disponíveis, muitas vezes com equipes de TI reduzidas ou trabalhando remotamente, diz Stefanie Chiras, vice-presidente e gerente-geral do Red Hat Enterprise Linux na Red Hat.

Projetado para atender as necessidades da era da cloud híbrida, o RHEL 8.2 amplia as capacidades de monitoramento e performance da plataforma. Com novos recursos inteligentes de gerenciamento e monitoramento, oferece uma experiência mais tranquila para os usuários e ferramentas aprimoradas de containers. O Red Hat Enterprise Linux tem uma melhor capacidade para otimizar cargas de trabalho sensíveis por meio de políticas de serviço NUMA e sub-NUM e performance Co-Pilot (PCP) 5.02, com novos agentes de coleção para Microsoft SQL Server 2019. Além disso, pode ajudar a detectar, diagnosticar e abordar possíveis problemas de maneira inteligente, antes que eles tenham impacto nos processos.

Para estender ainda mais a segurança de cargas de trabalho em containers, o Red Hat Enterprise Linux 8.2 introduz ainda o Udica, uma nova ferramenta para criar políticas de segurança para SELinux customizadas e centradas em containers de forma mais simplificada. Quando aplicada a uma carga de trabalho específica, Udica pode reduzir o risco de um processo “escapar” de um container e causar problemas em outros containers ou no próprio host.

  • Fonte: http://www.decisionreport.com.br/mercado/red-hat-libera-versao-completa-para-plataforma-de-linux/#.XrHiWC-gSL8

O que as distribuições Linux tem em comum?

Hoje são mais de 300 distribuições Linux ativas. Qual a melhor para você? Bem, a resposta é depende. Prá que você quer seu Linux mesmo?

Atualmente, um Sistema Operacional Linux ou GNU/Linux completo é uma coleção de software livre (e por vezes não-livre) criado por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo Linux.

Companhias como a Red Hat, a SuSE, e a Canonical (desenvolvedora do Ubuntu Linux), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware.

As distribuições do Linux ou GNU/Linux começaram a receber uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas ao Unix na escola e no trabalho.

O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.

Todas elas tem o seu público e sua finalidade, desde para recuperação de sistemas danificados ou em monitoramento de redes de computadores.

Cada distribuição é, em síntese, um sistema operacional independente, de modo que os programas compilados para uma distribuição podem não rodar em outra, embora usem o mesmo núcleo (o Linux propriamente dito).

As principais diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos diretórios e na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos diretórios siga o mesmo padrão, o FSSTND é um padrão muito relaxado, principalmente em arquivos onde as configurações são diferentes entre as distribuições.

Então normalmente todos seguem o padrão FHS (File Hierarchy System), que é o padrão mais novo. Vale lembrar, entretanto, que qualquer aplicativo ou driver desenvolvido para Linux pode ser compilado em qualquer distribuição que vai funcionar da mesma maneira.

Quanto à biblioteca, é usada a biblioteca libc, contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O problema é que, quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas distribuições colocam logo a nova versão, enquanto outras aguardam um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa distribuição e noutras não.

Existe um movimento LSB (Linux Standard Base) que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente vendedores de software que não liberam para distribuição do código fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de pacotes não é padronizado.

Arch LinuxDebianFedoraManjaro LinuxSolusOSSabayon,  MintopenSusePCLinuxOSPuppySlackware e Ubuntu são algumas das distribuições mais utilizadas agora, listadas aqui por ordem alfabética.

Interface com o Usuário

Uma característica que acaba resultando na diferenciação de uma Distribuição Linux é a Interface Gráfica. Algumas distribuições utilizam a interface KDE, outras utilizam interface GNOME, outras utilizam a interface XFCE, e ainda existem várias outras interfaces que podem ser utilizadas.

Por que estudar Linux?

Saudações,

Se você está lendo estas palavras, é porque você, provavelmente, tomou várias decisões. 

Em primeiro lugar, você, provavelmente, conhece algo sobre o movimento de Software Livre no Brasil, e sua importância para a economia de seu país. Você, provavelmente, já percebeu que existe uma disponibilidade de código fonte de projetos como GNU e o Linux Kernel, através dos quais você pode adequar o sistema operacional para melhor se enquadrar às suas necessidades ou as necessidades de seu empregador. 

Em segundo lugar, você pode estar usado Linux em seu PC em casa, ou talvez você é um administrador de um sistema como Solaris, AIX, HP/UX, ou algum outro sistema de propriedade Unix e logo, você começou a usar Linux no trabalho. Ou ainda, você se sente pronto para trabalhar em uma empresa que trabalha como sistema Linux em tempo integral.

Em terceiro lugar, você pode ter olhado em um jornal e percebeu que alguns anúncios de emprego já estão exigindo que o candidato tenha “Certificação de LPI”, e você deseja saber o motivo de tal requisito. Afinal de contas, você já sabe como manter um sistema de Linux! 

Quando eu comecei em informática, trinta e cinco anos atrás, as coisas eram muito, mas muito mais simples do que elas são hoje. Um programador só precisava saber como perfurar cartões e como escrever na linguagem FORTRAN (ou COBOL). Não havia Internet ou vírus, somente interfaces gráficas pobres, e a memória principal era medida em kilobytes, nada de megabytes ou gigabytes. Na realidade, nem se quer existia algum título oficial para o cargo que temos hoje de “administrador de sistemas”, uma vez que cada sistema era executado por “operadores” que se preocupavam com uma máquina específica, e não com a interatividade de várias máquinas que trabalham em conjunto.  

Hoje, nós temos que nos preocupar com segurança, tráfico de rede e tabelas de rotas, subnets, e demais assuntos de rede. Temos que controlar migração de dados e de programas de um sistema para o outro, e a interoperabilidade de várias redes e protocolos. Nós temos que ser capazes de planejar o crescimento, além de resolver problemas. E a partir dessas necessidades que originaram as tarefas e o título de “Administrador de Sistemas.”

Em reconhecimento do crescimento fenomenal do sistema operacional GNU/Linux, o Linux Professional Institute, uma organização sem fins lucrativos sediada no Canadá, estipulou uma série de qualificações que um administrador de sistemas Linux deve possuir. Eles também criaram testes com o intuito de verificar se essas atribuições são dominadas pelo administrador em questão.

Assim, se o administrador dominar uma média pré-definida desses requisitos, então ele, provavelmente, possui o conhecimento necessário para administrar sistemas de GNU/Linux. Mantendo o espírito de Software Livre, o instituto publicou os objetivos dos testes em seu site, de modo que diferentes métodos de estudo podem ser desenvolvidos.

Este curso é um exemplo de um método de treinamento para lhe ajudar a alcançar este nível de conhecimento. 

O conhecimento de sistemas de GNU/Linux por si só não desenvolve um mestre em administração de sistemas, mas para o gerente que está contratando, ter alguém que passou no teste LPI, lhe dá a segurança que o mesmo está contratando um administrador com um desempenho adicional e medido através da certificação. 

Claro que o contratante também pode conferir o potencial do candidato com seus ex-empregadores ou professores. E porque também não verificar as realizações prévias do empregado como listado em seu currículo? Mas o fato do candidato ter sido aprovado nos exames de LPI assegura para o empregador que o candidato em questão, com certeza, se trata de um BOM administrador de sistemas GNU/Linux. 

Para aqueles que desejam estudar e desenvolver uma carreira em Administração de Sistemas, por favor, sinta se seguro ao utilizar os objetivos listados para cada um dos exames LPI e os veja como um bom guia de estudo com as informações que você deve saber. Pois eles foram desenvolvidos para administradores de sistemas e por administradores de sistemas. Assim, mesmo que você não tenha a intenção de fazer os exames de LPI formalmente, saiba que este material lhe tornará um melhor administrador de sistemas. 

Finalmente, dê as boas-vindas a este livro, pois se trata de um guia relativamente barato para estudar e alcançar a sua meta de se tornar um administrador de sistemas GNU/Linux certificado. 

Não será o fim de sua aprendizagem, mas um BOM começo. 

Jon “maddog” Hall
Diretor executivo
Linux International

Jon Hall trabalha na indústria da computação desde 1969, utiliza o sistema Unix desde 1977, e o Linux desde 1994.

Ele já foi engenheiro de software, administrador de sistemas, gerente de produtos, gerente de marketing e educador profissional.

Jon é o diretor executivo do Linux International desde 1995, como voluntário nos primeiros quatro anos. Ele já foi empregado de empresas como a VA Linux Systems, Compaq Computer Corporation no grupo Digital UNIX Marketing e também no Bell Laboratories, dentre outras empresas.

Antes disto, ele era o chefe do departamento de ciência da computação na Hartford State Technical College, onde seus alunos carinhosamente o apelidarem de “maddog”. Jon tem mestrado em ciência da computação pela RPI em 1977 e bacharelado em comércio e engenharia pela Drexel University em 1973.

Jon “Maddog” Hall, é uma das personalidades de maior reconhecimento internacional no movimento Linux. Seu trabalho como embaixador do Linux, envolve correr o mundo em reuniões com grandes corporações, instituições e comitês, para consolidar padrões abertos para a indústria, representando os interesses de grandes projetos dessa plataforma.

Ele também é autor dos livros:

– Red Hat Linux 9 for Dummies
– Red Hat Linux 8 for Dummies
– Red Hat Linux 7.3 for Dummies
– Linux for Dummies, Second Edition
– Linux in a Box for Dummies
– Red Hat Linux Fedora for Dummies
– Red Hat Fedora Linux 2 For Dummies
– Red Hat Linux Fedora Desktop Kit for Dummies
– Beowulf Cluster Computing With Linux (Scientific and Engineering Computation)

Gerenciamento de Arquivos Red Hat RPM e YUM

O Red Hat Package Manager – RPM é um poderoso gerenciador de pacotes que permite ao administrador instalar, remover e obter informações sobre pacotes. É um método de distribuição de software largamente usado em várias distribuições Linux, além do Red Hat.

Ele também possibilita construir pacotes a partir de arquivos fonte, verificar a assinatura digital, simular uma instalação, dentre outras. É tão poderoso quanto o dpkg e apt-get.

Este gerenciador de pacotes realiza de forma simples a instalação, manutenção e remoção de pacotes de software.

Cada pacote rpm contém programas binários, arquivos de configuração, documentação e informações de como eles devem ser instalados e suas dependências.

Este utilitário mantém um banco de dados de todos os pacotes instalados e seus arquivos, controle de versões e dependências.

Em algumas situações especiais o banco de dados pode ficar corrompido. O gerenciador de pacotes conta com funções especiais para recuperar a sua integridade.

Os pacotes rpm acompanham a seguinte nomenclatura:

IMAGEM06 Gerenciamento de Arquivos Red Hat RPM e YUM
  • Nome_do_pacote: Assim como nos pacotes Debian, um pacote rpm tem um nome curto que descreve seu conteúdo. Se mais de uma palavra for utilizada é utilizado o traço;
  • Versão do Software: Cada arquivo rpm tem a sua versão que podem variar de acordo com os pacotes. Geralmente é numérica e são separada do nome por um traço;
  • Distribuição do Software: Cada arquivo também pode ter uma distribuição ou empacotamento diferente;
  • Arquitetura: O pacote rpm costuma carregar o nome da arquitetura para a qual foi montado;
  • Sufixo: Ele utiliza a terminação .rpm para fácil identificação.

Podemos encontrar também pacotes com nomes no formato pacote-versao.src.rpm. Esses pacotes contêm os arquivos fontes de um software e são na grande maioria independentes de arquitetura.

O gerenciador de pacotes rpm é utilizado por várias distribuições Linux. Mas os pacotes podem diferir nas informações adicionais de uma distribuição para outra. Procure sempre utilizar pacotes feitos especificamente para a sua distribuição.

Este gerenciador também faz o controle de dependências entre os pacotes. Eles contêm informações das dependências de cada aplicativo, e essa informação é utilizada durante sua instalação ou remoção.

Caso a instalação de um novo pacote requeira outro, o rpm alertará o administrador.

A ferramenta rpm

O comando rpm é responsável pela instalação, remoção, atualização, conversão dos pacotes. Este comando é organizado primeiro em modos de operação, que podem ser: consulta, verificação, integridade, instalação, remoção, atualização e reconstrução do banco de dados rpm. Cada modo de operação pode ou não conter várias opções disponíveis.

Os modos de operação mais frequentes são:

Para consultar a base de dados do rpm

# rpm {-q|—query} [opções de consulta] nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm –q bash

bash-2.05b-207

Para verificar o status dos pacotes com rpm

# rpm {-V|—verify} nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm -V snort-2.0.1-98.i586.rpm

package snort-2.0.1-98.i586.rpm is not installed

Para verificar a assinatura e integridade dos pacotes com rpm

# rpm {-K|—checksig} nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm -K libpcap-0.7.2-37.i586.rpm

libpcap-0.7.2-37.i586.rpm: sha1 md5 gpg OK

Para instalar um novo pacote com rpm:

# rpm {-i|—install} [opções de instalação] nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm –i libpcap-0.7.2-37.i586.rpm

Para instalar um novo pacote mostrando detalhes da instalação:

# rpm –ivh libpcap-0.7.2-37.i586.rpm

Preparing…                ########################################### [100%]

   1:libcap                 ########################################### [100%]

Para atualizar um pacote com rpm:

# rpm {-U|—upgrade} [opções de instalação] nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm -U libpcap-0.7.2-37.i586.rpm

package libpcap-0.7.2-37 is already installed

Para remover um pacote com rpm:

# rpm {-e|—erase} [opções de remoção] nome_do_pacote

Exemplo:

# rpm –e libpcap-0.7.2-37.i586.rpm

Para refazer o banco de dados RPM:

# rpm {—initdb|—rebuilddb}

Exemplo:

# rpm —initdb

Para consultar as dependências de um pacote com rpm:

# rpm {—qpR }

Exemplo:

# rpm —qpR BitTorrent-5.2.2-1-Python2.4.noarch.rpm

/usr/bin/python2.4

python >= 2.3

python(abi) = 2.4

python-crypto >= 2.0

python-psyco

python-twisted >= 2.0

python-zopeinterface

rpmlib(CompressedFileNames) = 2.6

Para instalar um pacote ignorando as dependências (algo bem estúpido de se fazer):

# rpm {—ivh –nodeps }

Exemplo:

# rpm -ivh –nodeps BitTorrent-5.2.2-1-Python2.4.noarch.rpm

Preparing…                ########################################### [100%]

   1:BitTorrent             ########################################### [100%]

Para listar os pacotes rpm instalados recentemente:

# rpm {—qa –last }

Exemplo:

# rpm -qa –last

kernel-headers.x86_64     Sex 06 Mar 2019 11:55:01 BRT

graphviz-gd.x86_64         Sex 06 Mar 2019 11:55:00 BRT

file-devel.x86_64             Sex 06 Mar 2019 11:55:00 BRT

Para saber a qual pacote rpm um arquivo pertence:

# rpm {—qf arquivo }

Exemplo:

# rpm -qf /usr/bin/htpasswd

httpd24-tools-2.4.10-15.58.amzn1.x86_64

Para saber informações de um determinado pacote instalado:

# rpm {—qi nome_do_pacote }

Exemplo:

# rpm -qi httpd24

Name        : httpd24

Version     : 2.4.10

Release     : 15.58.amzn1

Architecture: x86_64

Install Date: Sex 13 Fev 2015 21:56:14 BRST

Group       : System Environment/Daemons

Size        : 3792099

Para verificar a integridade dos arquivos instalados com o banco de dados de pacotes:

# rpm {—Va }

Exemplo:

# rpm -Va

S.5….T.  c /etc/sysconfig/svnserve

….L….  c /etc/localtime

..?……    /usr/sbin/glibc_post_upgrade.x86_64

S.5….T.  c /etc/httpd/conf/httpd.conf

..?……    /usr/sbin/suexec

As opções de consulta de informações de pacotes mais frequentes são:

  • -a: Lista todos os pacotes instalados no sistema;
  • -f arquivo: Lista o nome do pacote que contém o arquivo procurado;
  • -p nomedopacote: Mostra se um determinado pacote está instalado;
  • -i nomedopacote: Mostra informações extras sobre um determinado pacote;
  • -l nomedopacote: Mostra a lista dos arquivos que um pacote contém;
  • -R nomedopacote: Mostra a lista de dependências que um pacote necessita para ser instalado.

As opções de instalação e atualização de pacotes mais frequentes são:

  • —force: Esta opção força a instalação de um pacote e seus arquivos mesmo se ele já estiver instalado. Esta opção inclusive força a instalação de um pacote mais antigo por cima de um mais novo
  • -h: Esta opção mostra o progresso da instalação;
  • —nodeps: Esta opção desabilita a checagem de dependências para a instalação de um pacote;
  • -v: Mostra informações extras durante a instalação e atualização dos pacotes;
  • -vv: Mostra muito mais informações durante a instalação e atualização dos pacotes. Geralmente utilizada por desenvolvedores.

As opções de desinstalação dos pacotes são:

  • —nodeps: Desabilita a checagem de dependências, desinstalando o pacote mesmo que ele seja necessário por outros;
  • —test: Testa a remoção do pacote, sem de fato removê-lo. É útil para testar se a remoção do pacote vai causar algum dano ao sistema ou aplicativo.

Prefira ao atualizar um pacote por uma versão mais nova utilizar o modo –U. Assim o pacote mais antigo será removido, o pacote novo será instalado e as configurações serão mantidas.

Ferramenta YUM

O Yum é um acrônimo para Yellow dog Updater, Modified. É uma ferramenta utilizada para gerenciar a instalação e remoção de pacotes em distribuições Linux, que utilizam o sistema RPM.

É um gerenciador de pacotes de arquivos similar ao APT-GET que lida automaticamente com dependências computando-as e resolvendo o que deve ser feito para tratá-las.

Ele possui um arquivo de configuração que especifica quais os repositórios que o YUM deve utilizar para procurar e baixar os pacotes RPM.

Nem sempre um Linux baseado em RPM terá o gerenciador de pacotes YUM instalado. Se for necessário instalar o YUM, ele pode ser conseguido no site http://yum.baseurl.org.

O comando para instalação é:

# rpm -ivh yum.rpm

O YUM necessita que você faça a configuração dos repositórios de pacotes no arquivo de configuração yum.conf

Exemplo:

# vi /etc/yum.conf

[fedora-us-3-core]

name=Fedora Core 3 — Fedora US mirror

baseurl=http://SERVERNAME/fedora/fedora/$releasever/$basearch/RPMS.os

[fedora-us-3-updates]

name=Fedora Core 3 Updates — Fedora US mirror

baseurl=http://SERVERNAME/fedora/fedora/$releasever/$basearch/RPMS.updates

Além do arquivo de configuração /etc/yum.conf, o YUM permite que você coloque arquivos de configuração de repositórios no diretório /etc/yum.repos.d/. Neste diretório ficam as configurações de cada repositório.

Você pode adicionar repositórios extras ou de software em “beta-teste” na lista de repositórios do YUM.

Alguns comandos do yum:

  • yum list: Lista todos os pacotes disponíveis;
  • yum check-update ou yum list updates: Verifica se há pacotes disponíveis para um update;
  • yum update: Faz o update de seu sistema;
  • yum install <pacote(s)>:Instala um pacote específico e suas dependências;
  • yum remove <pacote(s)>: Remove um pacote específico
  • yum info < pacote >: Apresenta informações básicas de um determinado pacote.

Veja os exemplos:

Para instalar um pacote com yum:

# yum install postgresql

Resolving Dependencies

Install       2 Package(s)

Is this ok [y/N]: y

Package(s) data still to download: 3.0 M

(1/2): postgresql-9.0.4-5.fc15.x86_64.rpm          | 2.8 MB     00:11

(2/2): postgresql-libs-9.0.4-5.fc15.x86_64.rpm    | 203 kB     00:00

——————————————————————

Total                                        241 kB/s | 3.0 MB     00:12    

Running Transaction

  Installing : postgresql-libs-9.0.4-5.fc15.x86_64             1/2

              Installing : postgresql-9.0.4-5.fc15.x86_64                   2/2

Complete!

Para fazer update dos pacotes instalados com yum:

# yum update

             Plugins carregados: priorities, update-motd, upgrade-helper

             amzn-main/latest

             Resolvendo dependências

             –> Executando verificação da transação

             —> O pacote aws-cli.noarch 0:1.7.5-1.2.amzn1 será atualizado

             —> O pacote aws-cli.noarch 0:1.7.12-1.3.amzn1 será uma atualização

             –> Resolução de dependências finalizada

             Dependências resolvidas

            ==============================================================

             Package    Arq.               Versão              Repo                Tam.

            ==============================================================

             Instalando:

             kernel   x86_64      3.14.34-27.48.amzn1      amzn-updates          16 M

             Atualizando:

             aws-cli   noarch     1.7.12-1.3.amzn1          amzn-updates         604 k

             Resumo da transação

            ==============================================================                Instalar   1 Package  (+4 Dependent packages)

             Upgrade    1 Package

             Tamanho total do download: 16 M

             Is this ok [y/d/N]:

Para remover um pacote com yum:

# yum remove  postgresql

Resolving Dependencies

—> Package postgresql.x86_64 0:9.0.4-5.fc15 will be erased

Is this ok [y/N]: y

Running Transaction

              Erasing    : postgresql-9.0.4-5.fc15.x86_64       1/1

Removed:

             postgresql.x86_64 0:9.0.4-5.fc15

Complete!

Para procurar todos os pacotes com uma determinada palavra

# yum search firefox

Loaded plugins: langpacks, presto, refresh-packagekit

============== N/S Matched: firefox ======================

firefox.x86_64 : Mozilla Firefox Web browser

gnome-do-plugins-firefox.x86_64 : gnome-do-plugins for firefox

mozilla-firetray-firefox.x86_64 : System tray extension for firefox

mozilla-adblockplus.noarch : Adblocking extension for Mozilla Firefox

mozilla-noscript.noarch : JavaScript list extension for Mozilla Firefox

Name and summary matches only, use “search all” for everything.

Para obter informações sobre um determinado pacote usando o yum:

# yum info mysql

yum info mysql

Plugins carregados: priorities, update-motd, upgrade-helper

newrelic                                                                                                                  59/59

Pacotes instalados

Nome        : mysql

Arquitetura        : noarch

Versão     : 5.5

Lançamento     : 1.6.amzn1

Tamanho        : 0.0 

Repo        : installed

Para ver todos os pacotes disponíveis no repositório do yum:

# yum list

Pacotes instalados

GeoIP.x86_64                        1.4.8-1.5.amzn1                @amzn-main  

GeoIP-devel.x86_64                  1.4.8-1.5.amzn1                @amzn-main  

PyYAML.x86_64                       3.10-3.6.amzn1                 installed    

acl.x86_64                          2.2.49-6.9.amzn1               installed   

acpid.x86_64                        1.0.10-2.1.6.amzn1             installed   

alsa-lib.x86_64                     1.0.22-3.9.amzn1               installed   

apr.x86_64                          1.5.0-2.11.amzn1               @amzn-updates

(…)

Para saber a qual pacote um determinado arquivo pertence:

# yum provides /etc/sysconfig/nfs

Plugins carregados: priorities, update-motd, upgrade-helper

1:nfs-utils-1.2.3-39.15.amzn1.x86_64 : NFS utilities and supporting clients and daemons for the kernel NFS server

Repo        : amzn-main

Resultado a partir de:

Nome de arquivo    : /etc/sysconfig/nfs

Para saber quais são os repositórios ativos no YUM:

# yum repolist

id do repo                         nome do repo       status

amzn-main/latest                  amzn-main-Base     5.019

amzn-updates/latest               amzn-updates-Base  1.085

newrelic/x86_64                    New Relic packages 59

repolist: 6.163

O comando yumdownloader

O comando yumdownloader faz o download dos arquivos RPM dos repositórios do YUM. É útil para você baixar os pacotes para posterior instalação, ou quando vai instalar pacotes em várias máquinas, sem a necessidade de baixar várias vezes o mesmo pacote.

Exemplo:

$ yumdownloader httpd24

amzn-main/latest                              | 2.1 kB     00:00    

amzn-updates/latest                           | 2.3 kB     00:00    

httpd24-2.4.10-15.58.amzn1.x86_64.rpm         | 1.3 MB     00:00

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