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Por que o Linux é gratuito?

Para responder essa pergunta é preciso entender a história da criação deste sistema operacional.

historia-do-linux Por que o Linux é gratuito?

Primeiro, o UNIX

O sistema operacional Unix foi concebido e implementado em 1969 pela AT&T Bell Laboratories nos Estados Unidos por Ken Thompson, Dennis Ritchie, Douglas McIlroy, e Joe Ossanna.

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Ken Thompson e Dennis Ritchie

Lançado pela primeira vez em 1971, o Unix foi escrito inteiramente em linguagem assembly uma prática comum para a época.

Depois, esses caras viram que era inviável escrever algo tão completo em Assembly. Dai resolveram escrever uma linguagem de algo nível. Chamaram-na de Linguagem B, de Bell Labs.

Essa linguagem evoluiu e depois foi chamada de Linguagem C, simplesmente porque vinha depois de B.

Mais tarde, em 1973, o sistema foi reescrito na linguagem de programação C por Dennis Ritchie.

A disponibilidade de uma implementação do Unix feita em linguagem de alto nível fez a sua portabilidade para diferentes plataformas de computador se tornarem mais fácil. Na época, a maioria dos programas era escrita em cartões perfurados que tinham de ser inseridos em lotes em computadores mainframe.

Pdp-7-oslo-2004 Por que o Linux é gratuito?
DEC PDP-7 é um minicomputador produzido pela Digital Equipment Corporation

Devido a uma lei antitruste que a proibia de entrar no negócio de computadores, a AT&T foi obrigada a licenciar o código fonte do sistema operacional para quem quisesse.

Com o resultado, o Unix cresceu rapidamente e se tornou amplamente adotado por instituições acadêmicas e diversas empresas. Em 1984, a AT&T se desfez da Bell Labs; livres da obrigação legal exigindo o licenciamento do royalty, a Bell Labs começou a vender o Unix como um Software proprietário, chamado de Unix System V.

Ricard Stallman resolve escrever um sistema operacional

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Richard Stallman, founder of the GNU Project and the Free Software movement. Stallman is the philosophical godfather of the movement. Photo by J.T.S. Moore

O Projeto GNU, iniciado em 1983 por Richard Stallman, teve o objetivo de criar um “sistema de software completamente compatível com o Unix”, composto inteiramente de software livre. Ele chamou esse sistema de GNU – GNU is Not Unix – um acrônimo recursivo.

gnu_gpl Por que o Linux é gratuito?

Mais tarde, em 1985, Stallman começou a Free Software Foundation e escreveu a Licença Pública Geral GNU (GNU GPL) em 1989. No início da década de 1990, muitos dos programas necessários em um sistema operacional (como bibliotecas, compiladores, editores de texto, uma Unix shell, e um sistema de janelas) foram concluídos, embora os elementos de baixo nível, como drivers de dispositivo, daemons e as do kernel foram paralisadas e não completadas.

Minix, o Unix para ensinar sistemas operacionais

Em 1987, o professor Andrew S. Tanenbaum criou um sistema operacional compatível com UNIX portado para PCs.

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Prof. Andrew S. Tanenbaum

Seu objetivo era usar esse sistema criado em Linguagem C e Assembly para explicar os princípios dos seu livro-texto, “Operating Systems Design and Implementation” de (1987).

Um abreviado das 12.000 linhas de código do Kernel, gestor de memória e sistema de arquivo do MINIX 1.0 estão no livro. Prentice-Hall também libertou o código fonte MINIX em disquetes com um manual de referência. MINIX 1 possuia um sistema de chamada compatível com a Sétima edição do UNIX.

O Minix se popularizou no meio acadêmico da computação, pois a maioria dos estudantes queria rodar o Unix que utilizavam nas Universidades, mas devido ao preço do hardware e licenças de software, era algo proibitivo.

Linus Torvalds resolve fazer o seu próprio sistema compatível com Unix

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Linus Torvalds, um estudante de computação da Universidade de Helsink, começou o desenvolvimento do núcleo de seu sistema compatível com Unix como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix.

Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, “um Minix melhor que o Minix” (“a better Minix than Minix”). E depois de algum tempo de trabalho no projeto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para na lista de discussão da usenet comp.os.minix:

linus-torvald-first-linux-email Por que o Linux é gratuito?
Famoso email de anúncio do Linux

Olá pra todos que usam o minix

Eu estou fazendo um sistema operacional (gratuito) (é só um hobby, não é grande e profissional como o GNU) para meu 386(486) AT. Tenho trabalhado nele desde abril, e agora está começando a ficar pronto. Gostaria de um feedback de coisas que as pessoas gostam/detestam no Minix, uma vez que meu sistema se assemelha a ele (mesmo layout físico do sistema de arquivos (devido a praticidade) e outras coisas).

Eu já portei o bash(1.08) e gcc(1.40), e as coisas parecem funcionar.

Isto implica que vou ter algo prático dentro de alguns meses, e eu gostaria de saber quais são as características que as pessoas mais querem. Qualquer sugestão será bem-vinda, mas eu não prometo que irei implementar 🙂

PS. Sim – não tem nenhum código do minux, e tem um sistema de arquivos multi-thread. Não é portável (usa o gerenciador de tarefas do 386 etc) e é provável que nunca irá funcionar com qualquer outro HD diferente do que eu tenho. 🙁

Tradução livre do e-mail

No dia 5 de outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão “oficial” do núcleo Linux, versão 0.02.

Quase que o Linux não foi criado

Se o GNU tivesse sido lançado antes de 1991, Linus Torvalds provavelmente não teria criado o Linux e utilizado o 386BSD.

De qualquer forma, o pessoal do movimento do software livre deixou sua contribuição, pois no ano de 1992, impactado pelo movimento GNU e Free Software, Linus Torvalds mudou a licença do núcleo Linux, de uma licença própria para uma licença livre compatível com a GPL do projeto GNU.

Desde então, muitos programadores têm contribuído com o desenvolvimento, ajudando a fazer do Linux o núcleo de enorme sucesso colaborativo que é hoje.

Linux é um sucesso porque é colaborativo

No início era utilizado por programadores ou só por quem tinha conhecimentos e usava linhas de comando. Hoje isso mudou e existem diversos grupos que criam ambientes gráficos para as diversas distribuições GNU/Linux, que são cada vez mais amigáveis, de forma que, uma pessoa com poucos conhecimentos consegue usar o Linux, através de uma distribuição GNU/Linux, por exemplo.

Hoje o Linux é um núcleo estável e consegue reconhecer muitos periféricos sem a necessidade de que o usuário precise instalar drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.

Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório FTP onde o núcleo Linux estava inicialmente disponível. Linus inicialmente tinha-o batizado como “Freax”.

Por que estudar Linux?

Saudações,

Se você está lendo estas palavras, é porque você, provavelmente, tomou várias decisões. 

Em primeiro lugar, você, provavelmente, conhece algo sobre o movimento de Software Livre no Brasil, e sua importância para a economia de seu país. Você, provavelmente, já percebeu que existe uma disponibilidade de código fonte de projetos como GNU e o Linux Kernel, através dos quais você pode adequar o sistema operacional para melhor se enquadrar às suas necessidades ou as necessidades de seu empregador. 

Em segundo lugar, você pode estar usado Linux em seu PC em casa, ou talvez você é um administrador de um sistema como Solaris, AIX, HP/UX, ou algum outro sistema de propriedade Unix e logo, você começou a usar Linux no trabalho. Ou ainda, você se sente pronto para trabalhar em uma empresa que trabalha como sistema Linux em tempo integral.

Em terceiro lugar, você pode ter olhado em um jornal e percebeu que alguns anúncios de emprego já estão exigindo que o candidato tenha “Certificação de LPI”, e você deseja saber o motivo de tal requisito. Afinal de contas, você já sabe como manter um sistema de Linux! 

Quando eu comecei em informática, trinta e cinco anos atrás, as coisas eram muito, mas muito mais simples do que elas são hoje. Um programador só precisava saber como perfurar cartões e como escrever na linguagem FORTRAN (ou COBOL). Não havia Internet ou vírus, somente interfaces gráficas pobres, e a memória principal era medida em kilobytes, nada de megabytes ou gigabytes. Na realidade, nem se quer existia algum título oficial para o cargo que temos hoje de “administrador de sistemas”, uma vez que cada sistema era executado por “operadores” que se preocupavam com uma máquina específica, e não com a interatividade de várias máquinas que trabalham em conjunto.  

Hoje, nós temos que nos preocupar com segurança, tráfico de rede e tabelas de rotas, subnets, e demais assuntos de rede. Temos que controlar migração de dados e de programas de um sistema para o outro, e a interoperabilidade de várias redes e protocolos. Nós temos que ser capazes de planejar o crescimento, além de resolver problemas. E a partir dessas necessidades que originaram as tarefas e o título de “Administrador de Sistemas.”

Em reconhecimento do crescimento fenomenal do sistema operacional GNU/Linux, o Linux Professional Institute, uma organização sem fins lucrativos sediada no Canadá, estipulou uma série de qualificações que um administrador de sistemas Linux deve possuir. Eles também criaram testes com o intuito de verificar se essas atribuições são dominadas pelo administrador em questão.

Assim, se o administrador dominar uma média pré-definida desses requisitos, então ele, provavelmente, possui o conhecimento necessário para administrar sistemas de GNU/Linux. Mantendo o espírito de Software Livre, o instituto publicou os objetivos dos testes em seu site, de modo que diferentes métodos de estudo podem ser desenvolvidos.

Este curso é um exemplo de um método de treinamento para lhe ajudar a alcançar este nível de conhecimento. 

O conhecimento de sistemas de GNU/Linux por si só não desenvolve um mestre em administração de sistemas, mas para o gerente que está contratando, ter alguém que passou no teste LPI, lhe dá a segurança que o mesmo está contratando um administrador com um desempenho adicional e medido através da certificação. 

Claro que o contratante também pode conferir o potencial do candidato com seus ex-empregadores ou professores. E porque também não verificar as realizações prévias do empregado como listado em seu currículo? Mas o fato do candidato ter sido aprovado nos exames de LPI assegura para o empregador que o candidato em questão, com certeza, se trata de um BOM administrador de sistemas GNU/Linux. 

Para aqueles que desejam estudar e desenvolver uma carreira em Administração de Sistemas, por favor, sinta se seguro ao utilizar os objetivos listados para cada um dos exames LPI e os veja como um bom guia de estudo com as informações que você deve saber. Pois eles foram desenvolvidos para administradores de sistemas e por administradores de sistemas. Assim, mesmo que você não tenha a intenção de fazer os exames de LPI formalmente, saiba que este material lhe tornará um melhor administrador de sistemas. 

Finalmente, dê as boas-vindas a este livro, pois se trata de um guia relativamente barato para estudar e alcançar a sua meta de se tornar um administrador de sistemas GNU/Linux certificado. 

Não será o fim de sua aprendizagem, mas um BOM começo. 

Jon “maddog” Hall
Diretor executivo
Linux International

Jon Hall trabalha na indústria da computação desde 1969, utiliza o sistema Unix desde 1977, e o Linux desde 1994.

Ele já foi engenheiro de software, administrador de sistemas, gerente de produtos, gerente de marketing e educador profissional.

Jon é o diretor executivo do Linux International desde 1995, como voluntário nos primeiros quatro anos. Ele já foi empregado de empresas como a VA Linux Systems, Compaq Computer Corporation no grupo Digital UNIX Marketing e também no Bell Laboratories, dentre outras empresas.

Antes disto, ele era o chefe do departamento de ciência da computação na Hartford State Technical College, onde seus alunos carinhosamente o apelidarem de “maddog”. Jon tem mestrado em ciência da computação pela RPI em 1977 e bacharelado em comércio e engenharia pela Drexel University em 1973.

Jon “Maddog” Hall, é uma das personalidades de maior reconhecimento internacional no movimento Linux. Seu trabalho como embaixador do Linux, envolve correr o mundo em reuniões com grandes corporações, instituições e comitês, para consolidar padrões abertos para a indústria, representando os interesses de grandes projetos dessa plataforma.

Ele também é autor dos livros:

– Red Hat Linux 9 for Dummies
– Red Hat Linux 8 for Dummies
– Red Hat Linux 7.3 for Dummies
– Linux for Dummies, Second Edition
– Linux in a Box for Dummies
– Red Hat Linux Fedora for Dummies
– Red Hat Fedora Linux 2 For Dummies
– Red Hat Linux Fedora Desktop Kit for Dummies
– Beowulf Cluster Computing With Linux (Scientific and Engineering Computation)

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