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O Shell do Linux parece misterioso. Trabalhar com ele pode ser assustador no início, mas você pode aprender como trabalhando com Eficácia no Shell

Entrar com comandos no shell é mais do que simplesmente digitá-los. Primeiro, o comando precisa ser válido e estar nos diretórios listados na variável PATH ou com sua localização explícita.

O comando também pode requerer opções, geralmente precedidos pelo símbolo “-” ou “–” e por argumentos.

O importante é que cada comando tem sua sintaxe única e pode haver variações dependendo da distribuição do Linux.

$ ls

Este comando lista os arquivos no diretório corrente. Ele não requer nenhuma opção ou argumento para ser executado. O argumento –l pode ser acrescentado para gerar uma lista de arquivos detalhada:

$ ls –l

Podemos ainda colocar mais opções para o comando ls:

$ ls –l –a –t

Ou

$ ls –lta

No caso do comando ls, as opções podem ser passadas separadamente ou combinadas. A opção –a mostra todos os arquivos incluindo os ocultos. A opção –t mostra os arquivos ordenados pela última data de modificação. A ordem das opções não é importante para o ls.

Para ocultar um arquivo no Linux, o seu nome deve necessariamente começar com o símbolo “.” (ponto). Ex: .bash_history

Para alguns comandos as opções têm de ser precedidas com dois traços “–” ao invés de um traço.

Ainda, alguns comandos oferecem formas alternativas de indicar uma mesma opção. No caso do ls, as opções –a e –all produzem o mesmo efeito. O detalhe é que opções que são chamadas com dois traços não podem ser combinadas.

$ ls –lt –all

E não:

$ ls –lalllt

Alguns comandos podem aceitar argumentos como opcional. Para outros comandos os argumentos são necessários. Os argumentos são os parâmetros que os comandos aceitam ou necessitam. Vejamos o comando ls:

$ ls –l *.txt

No exemplo acima o comando ls recebeu a opção –l e o argumento *.txt que filtra os arquivos terminados com a extensão  .txt.

Outra variação possível são os comandos que precisam obrigatoriamente de uma opção para executar uma tarefa que geralmente não é precedida pelo traço.

É comum para esse tipo de comando que suas opções sejam sucedidas por argumentos. Veja como exemplo o comando dd:

$ dd if=bootdisk.img of=/dev/fd0

O comando dd copia e converte arquivos de acordo com as opções passadas. No exemplo, o comando irá ler uma imagem de um disco de boot (opção if=bootdisk.img) e irá gravar esta imagem no drive a: (opção of=/dev/fd0).

Quase todos os comandos aceitam a opção –-help que mostra uma ajuda simples das opções e argumentos aceitos pelo comando.

Você está no caminho (path) certo?

É importante que você tenha em mente que o Linux somente vai executar os comandos que sejam internos do interpretador, ou comandos cuja localização esteja na variável PATH ou comandos chamados com o seu caminho explícito.

$ ls

Ou

$ /bin/ls

No exame é muito importante que você esteja bem familiarizado com os comandos listados neste capítulo e sua sintaxe. Portanto você precisa saber quando o comando aceita opções com um traço, dois traços ou nenhum traço.

O Bash também permite que você entre com uma sequência de comandos em uma mesma linha. Para isso você deve separar os comandos com o símbolo ; (ponto e vírgula).

$ echo $PS1; echo $PS2

O Bash escreve em um arquivo chamado .bash_history localizado no diretório home de cada usuário o histórico de todos os comandos digitados pelos usuários.

A possibilidade de recuperar os comandos digitados é fabulosa. Isto pode ser bastante útil para fins de auditoria, relembrar a memória ou simplesmente economizar os dedos.

Você poderá ver os comandos que digitou visualizando o conteúdo do arquivo .bash_history.

$ cat ~/.bash_history

O comando cat, dentre outras coisas, serve para visualizar o conteúdo dos arquivos.

A seguir temos uma tabela detalhada dos atalhos para você poder fazer uso rápido dos comandos armazenados no arquivo .bash_history.

O símbolo “~” faz referência ao diretório home do usuário logado.

TABELA – Uso rápido dos comandos armazenados no arquivo .bash_history.

Atalho  Descrição
!! Executa o último comando digitado
!n Executa o comando na linha n no arquivo .bash_history
!texto Executa o comando mais recente que inicia com o texto
!?texto Executa o comando mais recente que contém o texto
^texto1^texto2 Executa o último comando substituindo o texto1 pelo texto2
Alt M < Vai para o início do arquivo .bash_history
Alt M > Vai para o fim do arquivo .bash_history
Ctrl p Recupera os comandos armazenados no arquivo .bash_history de trás para frente
Ctrl n Recupera os comandos já listados de frente para trás
Ctrl b Volta um caractere nos comandos já recuperados
Ctrl f Anda um caractere para frente nos comandos já recuperados
Ctrl a Volta para o início da linha nos comandos já recuperados
Ctrl e Vai para o fim da linha nos comandos já recuperados
Ctrl l Limpa a tela
Ctrl d Apaga caracteres do texto do cursor até o fim da linha
Ctrl k Apaga o texto do cursor até o fim da linha de uma só vez
Ctrl y Cola o texto apagado pelo comando anterior na tela
Ctrl rtexto Procura comandos que contenham o texto do último comando para o primeiro
Ctrl stexto Procura comandos que contenham o texto do primeiro comando para o último

Veja agora como dominar o bash_history:

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Shell do Linux para Iniciantes
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