Linux DNS: informações fundamentais sobre o tema

O DNS (Domain Name System) é um servidor extremamente importante para o funcionamento da internet.

Em resumo, ele funciona para traduzir endereços de IP para os nomes dos domínios de um site.

Ao criar um site, em qualquer sistema operacional, é preciso configurar o DNS para que ele funcione corretamente.

Neste artigo, vamos te explicar mais sobre o que é o DNS e algumas maneiras diferentes de configurá-lo no Linux.

Boa leitura!

Entenda o que é e para que serve um DNS

O DNS é um servidor responsável por traduzir nomes em endereços IP e vice-versa. Esse processo ocorre ao pesquisar uma URL no navegador.

Nesse momento, a solicitação para encontrar um determinado site é enviada ao DNS, que verifica dados, encontra a página e ainda te redireciona ao IP do servidor em questão.

Caso o DNS não existisse, compartilhar uma URL seria totalmente diferente do que é hoje. Basicamente, as pessoas teriam que procurar através dos endereços de IP.

Ou seja, as URLs seriam uma série de números. O DNS é útil por facilitar o acesso por endereços mais simples, dispensando assim o uso de numerações.

Além disso, o DNS possibilita que os criadores de sites possam nomear a sua URL, fazendo assim que ela seja compartilhada de forma mais simples entre consumidores. 

Existe uma associação internacional que cuida dos acessos de todos os sites mundiais. O ICAANN, que em tradução para o português significa Corporação da Internet para a Atribuição de Nomes e Números.

É por esse motivo que, independentemente do local onde você pesquisar por uma URL, ela funcionará, salvo em alguns casos de bloqueio em outro país.

Linux DNS: afinal, o que é DNS no Linux?

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O DNS é um servidor que precisa ser configurado em qualquer que seja o sistema operacional do seu computador.

Desse modo, ao criar um site ou blog, é preciso configurar o seu DNS, para que ele funcione corretamente. 

O Linux é um sistema operacional de código aberto, permitindo assim um maior controle através de comandos em terminal.

Por isso, para configurar o DNS em um computador Linux, é necessário seguir uma série de etapas que envolvem os conhecidos comandos.

Tipos de registros DNS no Linux

O DNS é um servidor que conta com diferentes registros, capazes de adicionar algumas funções ao domínio.

Muitas empresas, por exemplo, possuem um site e um blog. Dessa forma, elas não configuram um novo DNS, mas criam um subdomínio. 

Existem aqueles sites que também querem adicionar funcionalidades, como um servidor de email ou um servidor de File Transfer Protocol.

Para isso, estão disponíveis alguns registros de DNS. Confira os principais:

  • Registros A:  associam endereços de IP a domínios; 
  • Registros NS (Name Server): localizam os servidores DNS;
  • Registros CNAME (Canonical Name): redirecionam a domínios e subdomínios;
  • Registros PTR (Pointer): associam domínios a endereços de IP;
  • Registros MX (Mail Exchanger): executam a configuração de contas de email.

DNS Linux: entenda sobre domínios e zonas

Domínios e zonas são dois termos que serão bastante abordados em uma configuração de Linux DNS.

Antes de qualquer coisa, é necessário entender a diferença entre os dois, pois as duas propriedades podem causar confusão.

A relação entre os dois termos é que um domínio qualquer como, por exemplo, linux.com é armazenado em um zone file linux.com.txt.

Existe uma zona do domínio raiz, conhecida como Root Domain e, abaixo dela outras zonas como .com, .net e .org.

Qualquer zona pode criar outras capazes de armazenar informações de subdomínios. Ou seja, linux.com pertence à zona .com, e pode comportar subdomínios como blog.linux.com.

Quando uma zona é criada, ela é armazenada em um servidor DNS, que contém todos os domínios e subdomínios de tal zona.

Agora que entendemos melhor sobre a relação entre zona e domínios, vamos te explicar sobre o servidor Linux DNS mais utilizado.

BIND: um dos servidores DNS mais utilizados no Linux

O BIND (Berkeley Internet Name Domain), também chamado de named, é um software lançado na década de 1980.

O servidor BIND é muito utilizado em servidores Linux e, por isso, é necessário entender mais sobre ele quando se trabalha com o sistema operacional.

Ele funciona, basicamente, ao tornar um servidor comum em um servidor Linux DNS. Isso pode ser feito tanto para rede de internet pública, quanto privada, ou LAN em termos mais técnicos.

Saiba como descobrir Linux IP DNS (IP do servidor)

Para descobrir o IP do servidor no Linux, é possível utilizar os comandos via terminal a seguir:

cat /etc/resolv.conf

grep “nameserver” /etc/resolv.conf

Ainda existe outra opção, que é o comando nmtui.

Além disso, você pode descobrir se o DNS está funcionando em seu computador Linux. Para isso, utilize os comandos dig e nslookup.

Saiba como configurar o Linux DNS

linux-dns-como-configurar Linux DNS: informações fundamentais sobre o tema

O método mais comum para configurar o Linux DNS é através do pacote BIND, que já explicamos anteriormente.

Primeiramente comece abrindo o ficheiro de configuração. Para isso, digite o seguinte comando:

$ sudo vi /etc/resolv.conf

Em seguida, é necessário indicar o endereço de IP que leva até o seu site. Então, caso o você possua dois servidores de endereço 192.000.00.0 e 192.000.00.1, o comando será:

search meuisp.pt nameserver 192.000.00.0 nameserver 192.000.00.1

Você precisa então reiniciar o serviço de rede a partir do comando:

$ sudo /etc/init.d/networking restart

Então é necessário executar o ficheiro ifconfig-a para executar as configurações de acordo com os detalhes do seu site.

Para entender mais sobre essa configuração, clique neste link que explicamos de forma mais detalhada. 

Conclusão

Este artigo teve como objetivo te explicar melhor sobre Linux DNS. Ou seja, sobre as formas em que o DNS se relaciona com o sistema operacional de código aberto.

Para quem está em processo de aprendizagem, entender como configurar o DNS no Linux é fundamental, pois é uma atividade requisitada para vários profissionais de Tecnologia da Informação (TI).
Caso tenha gostado do artigo, também recomendamos a leitura: “Como tirar certificação LPI: TUDO que você precisa saber!”.