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Projetar de forma eficiente o particionamento dos discos é fundamental para uma instalação bem feita.

O Linux é um sistema robusto que possibilita que o sistema de arquivos seja dividido em múltiplas partições e múltiplos discos.

Este esquema pode ser um pouco confuso para usuários acostumados ao Microsoft Windows, mas é essencial para os exames CompTIA Linux+ e LPI.

A escolha de como o sistema de arquivos será organizado pode ser influenciada por diversos fatores como a quantidade de espaço em disco, tamanho do sistema, aplicações utilizadas e como os backups serão efetuados.

Independente destas variáveis, algumas considerações importantes precisam ser feitas e levadas em conta durante o particionamento dos discos na instalação.

O primeiro ponto que precisa ser abordado é a localização do gerenciador de boot no disco. A maioria das BIOS antigas tem a limitação de não conseguir ler setores do disco depois do cilindro 1024.

Desta forma, o gerenciador de boot GRUB precisa estar localizado dentro dos primeiros 1024 cilindros para que seja capaz de carregar o Kernel corretamente.

Os novos firmwares das placas-mãe EFI e UEFI já não têm esta limitação de conseguir ler adequadamente somente os primeiros 1024 cilindros.

Geralmente é recomendado que o gerenciador de boot esteja separado do sistema de arquivos principal e montado como /boot se o sistema de arquivos raiz for formatado com outro sistema de arquivos que não seja ext2, ext3 ou ext4.

Algumas distribuições não suportam jornaling para a partição de boot, como o reiserfs e outros.

Já nas placas mãe com EFI, este firmware já não utiliza o mesmo esquema de endereçamento de Cilindro, Cabeça e Setor (CHS) para detectar a geometria de um disco, preferindo o Logical Block Addressing (LBA).

Com isso, esta limitação de 1024 cilindros não existe. Nas placas mãe que usam BIOS e que fornecem o recurso de LBA, este limite também não precisa ser observado.

Tanto na BIOS como no EFI, é altamente recomendável separar a partição que hospedará o sistema de carga do kernel (GRUB ou GRUB2), bem como a imagem do kernel  do restante do disco em uma partição chamada “/boot” e formata-la com um sistema de arquivos simples como ext2fs ou ext3fs. Isso permite que as placas que usam EFI possam acessar diretamente essa partição e o GRUB.

A Partição de Swap no Linux

O Linux permite que uma partição especial chamada de Swap atue como uma memória virtual em disco permitindo que programas e dados sejam armazenados temporariamente possibilitando que o sistema execute mais programas concorrentemente.

O espaço destinado a esta partição depende das aplicações que serão executadas no sistema e o volume de dados que estas aplicações irão lidar.

Via de regra é recomendado que o Swap tenha pelo menos o mesmo tamanho da memória RAM e, em sistemas com pouca memória, três vezes o seu tamanho.

Se o espaço em disco disponível para a instalação do Linux for pequeno, digamos em torno de 5GB, é aconselhável com que você mantenha o sistema raiz em uma única partição para evitar desperdícios.

A seguinte configuração é recomendada:

  • 150MB para a partição /boot;
  • 1 GB para a partição de swap;
  • Restante para o sistema raiz /.

Para grandes sistemas onde o espaço em disco não é tão problemático, é recomendado que o sistema de arquivos raiz seja dividido em várias partições e se possível em discos diferentes conforme abaixo:

  • Sugiro separar o diretório /var em uma partição grande o suficiente para acomodar os arquivos de LOG. A vantagem é que se esta partição ficar cheia ela não irá afetar a estabilidade do sistema;
  • Separe a partição /tmp em uma partição que acomode todos os arquivos temporários gerados pelas aplicações e usuários;
  • Separe a partição /home oferecendo aos usuários uma partição grande o suficiente para seus arquivos;
  • Separe a partição de swap entre os discos se houver mais de um. Isso pode aumentar o desempenho da memória virtual.

Em redes que tenham diversas máquinas com a mesma versão de Linux, a pasta /usr pode ser instalada em somente um computador e compartilhada entre as diversas máquinas de uma rede como “somente leitura” via NFS.

O esquema utilizado no particionamento dos discos de um sistema vai depender muito das aplicações utilizadas, tamanho dos discos e outros fatores já mencionados.

Mas é importante que você se lembre da necessidade de o Kernel e o gerenciador de boot estarem dentro dos primeiros 1024 cilindros (se sua BIOS ou EFI não suportarem), e alocar para a partição de swap pelo menos o mesmo tamanho da memória RAM.

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Layout de Disco no Linux
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