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Os gerenciadores de boot são programas que carregam o Kernel do Linux e até permitem a escolha de um outro sistema operacional. O principal gerenciador de boot do Linux é o GRUB e existem duas versões.

Logo após os testes de hardware realizados pela BIOS, o computador procura no setor de boot da partição ativa ou no Master Boot Record – MBR um pequeno software para iniciar a carga do sistema operacional.

Grand Unified Boot Loader (GRUB – 1)

A maioria das distribuições já adota o GRUB 1 como gerenciador padrão. Ele é flexível, funcional e poderoso, podendo carregar sistemas operacionais como o Windows (9x, ME, NT, 2000 e XP), DOS, Linux, GNU Hurd, *BSD, OS/2 e outros.

O GRUB 1 também permite buscar imagens do Kernel pela rede, por cabo serial, suporta discos rígidos IDE, SATA, PATA e SCSI e tem interface voltada para a linha de comandos ou menus. Suporta sistemas sem discos e terminais remotos.

Como possui inúmeros recursos, será apresentada sua utilização básica, o suficiente para você passar no exame, ficando como sugestão ao leitor procurar se aprofundar mais em suas possibilidades de uso e configuração.

A notação dos dispositivos de disco utilizada pelo GRUB 1 difere um pouco do usual, de forma que o nome dos discos sempre serão “hd”, seguidos da numeração do disco iniciando por zero, seguidos do número da partição, iniciando também do zero.

Veja a tabela comparativa:

Notação de discos no Grub 1

Notação no Linux Notação no Grub 1
/dev/hda (hd0)
/dev/hda1 (hd0,0)
Notação no Linux Notação no Grub 1
/dev/hda2 (hd0,1)
/dev/hdb (hd1)
/dev/hdb1 (hd1,0)
/dev/hdb2 (hd1,1)
/dev/sda (hd0)
/dev/sda1 (hd0,0)
/dev/sda2 (hd0,1)
/dev/sdb (hd1)
/dev/sdb1 (hd1,0)
/dev/sdb2 (hd1,1)
/dev/fd0 (fd0)

Não há distinção entre os discos IDE e SCSI. Ambos são referenciados como (hd?) pelo GRUB.

Nativamente o GRUB não suporta EFI em versões anteriores ao kernel 3.30.

O GRUB possui um arquivo de configuração chamado /boot/grub/menu.lst. Algumas distribuições como Fedora, RedHat e Gentoo preferem utilizar grub.conf ao invés de menu.lst.

Este arquivo é dividido em parâmetros Globais, que afetam o GRUB e parâmetros que só têm efeito para as imagens do sistema que será carregado.

Parâmetros do grub.conf

Vejamos os parâmetros globais:

  • timeout: Define um tempo (em segundos) de espera para o prompt ou menu. Se nenhuma intervenção do usuário for feita no boot, o GRUB 1 carrega a imagem padrão;
  • default: Define qual será a imagem padrão que será carregada se nenhuma outra for selecionada;
  • fallback: Caso ocorra algum erro inesperado e a opção padrão não possa ser carregada, este parâmetro define qual outra imagem deve ser utilizada;
  • color: Permite que você escolha as cores usadas no menu de boot;
  • password: Permite que você especifique uma senha para qualquer ação que não seja carregar as imagens disponíveis. Por exemplo, acessar a linha de comandos do GRUB 1;
  • hiddenmenu: Esta opção faz com que o menu de opções não seja mostrado e que a carga da imagem especificada pela linha “default” seja carregada. O usuário pode requisitar o menu com as opções pressionando a tecla <ESC> antes que o tempo definido em timeout expire.

Parâmetros que afetam apenas as imagens:

  • title: Define um texto que será apresentado no menu de boot para identificar o sistema;
  • root: Determina qual é a partição raiz de uma determinada imagem;
  • rootnoverify: Idêntica à opção root, mas não tenta montar a partição raiz. Utilizada para alguns sistemas como o Microsoft Windows;
  • kernel: Esta opção informa qual imagem de Kernel vai ser carregada. Alguns parâmetros do Kernel podem ser passados;
  • module: Faz com que algum módulo necessário para o boot seja carregado. Lembre-se que estes não são módulos do Kernel (módulos de som, rede, etc.) e sim módulos necessários ao boot de alguns sistemas, como o GNU Hurd;
  • lock: Bloqueia a carga da imagem do Kernel por senha. A senha precisa ser especificada com a opção password;
  • makeactive: Torna a partição ativa para boot. Este comando está limitado a partições primárias dos discos;
  • chainloader: Especifica a localização do gerenciador de boot de outros sistemas operacionais. Alguns sistemas, como o Microsoft Windows, armazenam seu próprio gerenciador de boot no início da partição onde estão instalados.

O GRUB 1 tem muitas opções disponíveis. Fica a sugestão para o leitor ler mais sobre este gerenciador de boot utilizando o comando info grub na linha de comandos do Linux.

O Utilitário grub-install

Uso:

# /sbin/grub-install opções partição

Este comando instala o GRUB 1 como gerenciador de boot no MBR do primeiro disco e cria o diretório /boot/grub. Este diretório contém os arquivos necessários para o seu funcionamento.

As opções mais frequentes são:

  • — root-directory=diretório: Esta opção instala o GRUB 1 em diretório que não seja o raiz. É útil para instalá-lo em outras partições;
  • — recheck: Esta opção checa novamente o mapa de dispositivos em /boot/grub/device.map. É útil quando um novo disco for acrescentado ou retirado do sistema.

Conheça o Menu.lst

Veja abaixo um arquivo exemplo do menu.lst:

timeout 30

default 0

fallback 1

color light-cyan/black white/blue

password minha-senha-secreta

title GNU/Hurd

root (hd0,0)

kernel /boot/gnumach.gz root=hd0s1

module /boot/serverboot.gz

title Linux 3.14.16

lock

root (hd0,0)

kernel (hd0,0)/boot/vmlinuz-3.14.16 vga=6 mem=512M radisk=0

title FreeBSD 3.4

root (hd0,2,a)

kernel /boot/loader

title Windows 9x, ME, NT, 2000, XP

unhide (hd0,0)

rootnoverify (hd0,0)

chainloader +1

makeactive

root = (hd0,0)

setup = (hd0)

O GRUB 1 também possui um shell especial que aceita todas as opções do arquivo de configuração menu.lst e muitas outras. É uma poderosa ferramenta de configuração do gerenciador de boot.

Sem dúvida o código livre está sendo o grande rival das empresas que produzem software “proprietário”.

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Lidando com o GRUB 1 (legacy) no Linux
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