Comando alias no Linux (atalhos de teclado) [Guia Básico]

Uma facilidade importante do shell é a possibilidade de criarmos apelidos ou atalhos para os comandos. Ele pode ser utilizado para simplificar comandos com muitas opções ou executar diversos processos em sequência. O comando alias cria estes atalhos:

$ alias apelido=”comandos”

Neste exemplo o apelido psweb corresponde aos comandos ps -e | grep nginx:

$ alias psweb="ps -e |grep nginx"
$ psweb
 9113 ?        00:00:00 nginx
 9115 ?        00:00:22 nginx
 9116 ?        00:00:00 nginx

A lista de apelidos pode ser exibida com o comando alias sem nenhum parâmetro:

$ alias
alias ..=’cd ..’
alias ...=’cd ../..’
alias l=’ls -alF’
alias la=’ls -la’
alias ll=’ls -l’
alias ls=’/bin/ls $LS_OPTIONS’
alias psweb="ps -e |grep nginx"

Algumas distribuições fazem uso de alguns apelidos pré-configurados para facilitar a “transição” de usuários acostumados com prompt do Windows. Outras incluem opções em comandos como rm e mv, para evitar sobrescrever arquivos sem perguntar:

$ alias
alias rm=’rm -i’
alias mv=’mv -i’

Um alias interessante para verificar o tamanho de um diretório e seus subdiretórios pode ser feito com:

$ alias dus='du -sh ./*/'

Outro alias bem “preguicinha” é para abrir um arquivo tar:

$ alias untar='tar -zxvf '

Se você quiser uma forcinha pra criar uma senha de 8 caracteres:

$ alias senha='openssl rand -base64 8'

Você também pode imitar o ping do Windows com somente 5 pongs:

$ alias ping='ping -c 5'

Se precisar de um servidor web em qualquer diretório para fazer uns testes rápidos:

$ alias www='python -m SimpleHTTPServer 8000'

Quer saber qual é o seu IP externo (válido na Internet) direto no shell?

$ alias meuip='curl ipinfo.io/ip'

Vários comandos podem ser executados com o alias de uma só vez, utilizando o ponto-e-virgula “;” para separá-los:

Neste exemplo, os comandos wfree e df são executados com o apelido “verifica“:

$ alias verifica='w|grep load ; free -h; df -h'
$ verifica
 11:13:51 up 20:54,  1 user,  load average: 0,00, 0,00, 0,00
              total        used        free      shared  buff/cache   available
Mem:           983M        139M        201M         11M        642M        661M
Swap:            0B          0B          0B
Sist. Arq.      Tam. Usado Disp. Uso% Montado em
/dev/xvda1       16G   11G  5,3G  68% /
tmpfs            99M     0   99M   0% /run/user/1000

É importante ressaltar que um apelido criado no shell somente existirá de forma permanente se for salvo em algum script de carga do Bash ou nos arquivos de configuração de perfil. Se você não salvar seus alias, quando se desconectar, irá perder seus atalhos de teclado.

Sugere-se para tornar permanente os atalhos, salvá-los no arquivo .bashrc no diretório HOME do usuário.

Conclusão

Se você usa bastante o shell, você precisa criar sua própria lista de atalhos com o comando alias para ganhar produtividade. Só não fique dependente…. 😀

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